Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
3

Austeridade: Santos Silva acusa opositores de "deserção"

O dirigente socialista Augusto Santos Silva acusou este sábado, em Bragança, aqueles que não apoiarem as medidas de austeridade anunciadas sexta-feira pelo Governo de estarem a "desertar a meio de um esforço nacional".
12 de Março de 2011 às 17:17
"Quem quiser abandonar assumirá as respectivas responsabilidades", diz ministro das Finanças
'Quem quiser abandonar assumirá as respectivas responsabilidades', diz ministro das Finanças FOTO: Mário Cruz/Lusa

Para Santos Silva, "aqueles que a meio de um esforço nacional que está a impor tantos sacrifícios aos portugueses, mas que está a ter a compreensão e a colaboração activa do conjunto dos portugueses, desertarem, desertam de um objectivo nacional e não merecem a confiança das pessoas".

O ministro da Defesa falava em Bragança na qualidade de primeiro subscritor da moção de estratégia ‘Defender Portugal, Construir o Futuro’, que José Sócrates levará ao congresso do PS para a recandidatura a secretário geral do partido.         

As novas medidas de austeridade e o anúncio do principal partido da oposição de rejeição das mesmas marcaram esta sessão com os militantes, em Bragança, com Augusto Santos Silva a lançar um apelo à oposição.         

"O apelo que queria fazer hoje era o apelo à responsabilidade, incluindo do PSD e, portanto, não vale a pena tentar desertar a meio de um esforço nacional."         

O dirigente socialista sublinhou que o País enfrenta "tempos difíceis" e que "não é tempo para abandonar, é tempo para ficar, para ser firme, para prosseguir".         

"Quem quiser abandonar assumirá as respectivas responsabilidades", reiterou.        

Augusto Santos Silva escusou-se a avançar com hipotéticos cenários políticos futuros, afirmando apenas que as medidas agora anunciadas fazem parte da actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e que o Governo aproveitou esta atualização para preparar já as medidas necessárias para o Orçamento do Estado de 2012 e 2013.         

O dirigente do PS realçou que o Governo vai apresentar o PEC em Abril, na Assembleia da República, e que algumas medidas para os próximos orçamentos implicam a aprovação do Parlamento.         

Porém, "o que é tradicional", segundo o ministro socialista, é que a Assembleia da República discuta também um projecto de resolução de apoio a esse programa.         

"Cada um assumirá as suas responsabilidades", afirmou, escusando-se a fazer mais comentários sobre a anunciada oposição do PSD.         

Augusto Santos Silva rejeitou ter havido por parte do Governo "deslealdade" para com o Presidente da República, afirmando que "estas são medidas tipicamente de governação e na esfera da governação, o governo dialoga com a oposição".        

"E teve ocasião de comunicar previamente ao líder da oposição as linhas fundamentais e, portanto, o PSD soube antes da generalidade dos portugueses qual era o conteúdo da comunicação do Ministro das Finanças e de Portugal ao Euro Grupo", declarou.         

"Eu espero que o PSD reconsidere porque se o PSD levasse avante essa ideia isso significaria que se estaria a afastar, estaria a sair do círculo de responsabilidade em que é preciso estarem os agentes políticos e sociais para que Portugal cumpra as metas a que se propôs", insistiu.         

santos silva pec passos coelho austeridade defesa governo sócrates
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)