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Correio da Manhã

Política
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Cristas desafia Medina a visitar bairros sociais de Lisboa

Candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa visitou o Bairro da Ameixoeira.
Lusa 24 de Abril de 2017 às 18:19
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas

A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas, desafiou esta segunda-feira o atual presidente do município, Fernando Medina (PS), a visitar os bairros sociais da capital, acusando-o de ter "os valores trocados".

"Isto é escandaloso. Eu desafio o presidente da Câmara, Fernando Medina, a vir fazer o que eu tenho feito já há muitos meses a esta parte, que é vir aqui falar com estas pessoas, ver estas casas, conversar, ver em muitos sítios as obras que estão por fazer", disse a candidata do CDS-PP.

Assunção Cristas falava em declarações à agência Lusa no final de uma visita ao Bairro da Ameixoeira, onde teve oportunidade de falar com alguns residentes.

Considerando que "houve uma incúria muito grande por parte do Partido Socialista à frente da Câmara Municipal de Lisboa, que não olhou para estas situações, não está nas suas prioridades", Cristas acusou o atual presidente de ter "os valores trocados".

"Enquanto Fernando Medina inaugura obras de cosmética no eixo central e nas praças de Lisboa, não o vejo a andar nos bairros sociais e isso significa que tem os valores trocados", afirmou.

Para a candidata centrista, "há situações que não são admissíveis e uma Câmara Municipal que quer, de facto, tratar dos lisboetas, de todos sem exceção, não pode ficar só pelas praças bonitas para inglês ver".

"É preciso vir a toda a Lisboa e também a esta Lisboa esquecida e abandonada", advogou.

Acompanhada do mandatário da sua candidatura, e antigo presidente da Câmara da capital Carmona Rodrigues, Cristas encontrou famílias com agregados familiares bastante numerosos, que muitas vezes habitam todos na mesma casa.

"Eu tenho 15 netos numa casa, é obra", dizia uma mulher de etnia cigana.

O bairro é habitado maioritariamente por pessoas desta etnia e foram várias aquelas que fizeram questão de contar a sua história à candidata e, inclusivamente, mostrar as casas que estiveram fechadas e vazias e que foram ocupadas.

Alguma destas habitações não possuíam janelas, água ou luz, mas as queixas prendiam-se sobretudo com o facto de haver várias casas fechadas no bairro.

"As pessoas estão desesperadas porque há anos e anos e anos que veem casas fechadas que não estão atribuídas e nós estimamos que, nos bairros sociais de Lisboa, haja 1.600 casas fechadas, sem serem atribuídas a quem delas precisam", comentou a candidata centrista.

Assunção Cristas observou que "as pessoas em desespero acabam por tomar atitudes que as deixam depois numa grande situação de insegurança e de fragilidade, que é estarem em casas que não lhes pertencem e que não têm título para as habitar".

"E isto é escandaloso e imoral quando nós sabemos que há muitas casas fechadas sem serem atribuídas", sublinhou, acrescentando que "durante 10 anos de governação socialista nada foi feito, ou quase nada foi feito nos bairros sociais".

Questionada sobre qual a solução para esta realidade, a candidata do CDS-PP defendeu que, numa primeira instância, "é tomar conta destas situações", depois "rapidamente pôr disponíveis os 1.600 fogos que estão fechados" e também "verificar as muitas casas que pertencem à Câmara, um pouco por toda a cidade, e que podem ser canalizadas para habitação".

"Comigo à frente da Câmara isto é uma prioridade absoluta. Nem uma casa fechada nos bairros sociais em Lisboa sem ser atribuída", apontou, advogando que "não há justificação nenhuma para haver casas em Lisboa, propriedade da Câmara Municipal, fechadas e sem serem atribuídas a quem delas precisa".

Questionada sobre os programas que o município tem em curso para reabilitar os bairros sociais da cidade, Assunção Cristas salientou que o PS, "às vésperas das eleições, chega tarde a esta matéria", uma vez que "teve 10 anos para mostrar o que sabia fazer e fez muito pouco ou nada".

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