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Correio da Manhã

Política
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Bagão contra pontes

Bagão Félix continua a defender que os feriados deveriam ser transferidos para a segunda-feira seguinte. A proposta que há três anos lançou, quando era ministro da Segurança Social, foi contestada nas ruas e foi alvo de um veto presidencial, mas o ex-governante mantém a opinião de que a transferência de pelo menos alguns feriados – de fora, ficariam o Natal, a Páscoa, o 1.º de Maio ou o 25 de Abril – seria o melhor modo de evitar faltas injustificadas. Este seria um modelo próximo do utilizado no Reino Unido.
15 de Abril de 2006 às 00:00
Bagão Félix
Bagão Félix FOTO: Jorge Paula
Quem já fez as contas do custo económico dos feriados foi o professor universitário do Porto, Luís Bento, que afirma que os 11 feriados obrigatórios do calendário, a que se devem somar os feriados de Carnaval e o municipal, ficam por 3,5 mil milhões de euros, ou seja, cerca de 3,0 por cento do PIB.
Luís Bento, que é consultor do Banco Mundial, entende que a tolerância de ponte é uma medida populista, argumentando que cada feriado, tendo em atenção apenas os custos directos, representa 0,25% na perda da riqueza nacional (PIB).
Actualmente, o comércio, a indústria e a banca são os sectores que saem favorecidos com as tolerâncias, sendo, por outro lado, o meio agrícola, o mais prejudicado.
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