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Correio da Manhã

Política
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Bairrão: “Enviei SMS ao ministro em que pus o meu lugar à disposição”

Ex-administrador da TVI diz desconhecer qualquer relatório das secretas e que nunca teve “qualquer sociedade em Angola ou no Brasil”.
16 de Julho de 2011 às 21:09
bernardo bairrão, tvi, ministro, governo, miguel macedo
bernardo bairrão, tvi, ministro, governo, miguel macedo FOTO: Lusa

O ex-administrador da TVI, Bernardo Bairrão, disse ao "Jornal da Noite" da SIC que foi ele próprio quem pôs o seu lugar de secretário de Estado à disposição do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, através de um SMS, depois de se aperceber de algum mal-estar à sua volta.

"Percebi que havia mal-estar em situações que me envolviam, sobretudo em negócios com Angola", disse, acrescentando que pediu ao Conselho de Administração da Media Capital, accionista da TVI, para que aprovasse uma auditoria à actuação dele próprio para tirar quaisquer possíveis dúvidas. A referida auditoria já se iniciou. 

"Enviei um SMS depois da reunião com o ministro em que pus à disposição o meu lugar", disse Bernardo Bairrão sobre o facto de o seu nome ter desaparecido da lista de secretários de Estado, onde constava inicialmente na tutela da Administração Interna. Mais: "Não fazia sentido assumir o cargo se isso causava mal estar ao governo".  

A propósito da notícia do "Expresso" que indica ter o primeiro-ministro pedido às secretas informações sobre as suas actividades pessoais e profissionais, Bairrão afirmou nunca ninguém lhe ter falado em serviços secretos, mas que não se importava de ser investigado, porque se provaria a sua idoneidade. 

A uma pergunta do jornalista, Bairrão disse desconhecer ter havido qualquer intervenção no processo da jornalista Manuela Moura Guedes, como o "Expresso" também publicou, mas que ficou desiludido "com tudo isto" porque percebeu que "a política é maleável a pressões".   

Quanto aos alegados negócios, Bairrão garantiu que a única actividade que teve em Angola foi uma missão de consultoria para fazer um plano de reestruturação de um grupo local, a Media Nova. Acrescentou depois que foi a Angola com José Eduardo Moniz e depois passou o negócio para a Media Capital. "Nunca tive sociedade em Angola ou no Brasil", garantiu.  

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