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Correio da Manhã

Política
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BARROSO DEIXA CRUZ VERMELHA

Maria Barroso não se vai recandidatar à presidência da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e abandona a instituição no final do actual mandato.
19 de Junho de 2003 às 00:00
Maria Barroso deixa a presidência da Cruz Vermelha no fim de Julho
Maria Barroso deixa a presidência da Cruz Vermelha no fim de Julho FOTO: Pedro Catarino
A decisão de Barroso, provocada pela polémica entre Paulo Portas e a direcção da instituição por causa do processo eleitoral, foi acompanhada pelo abandono de dois vice-presidentes, Miguel Veiga e Vítor Ramalho.
No Conselho Supremo realizado ontem, o secretário de Estado da Defesa, Henrique de Freitas, apresentou a lista dos nomes indigitados para a presidência da CVP- o ex-deputado do CDS Nogueira de Brito, o actual responsável distrital de Braga da CVP, Francisco Alvim, e Maria Barroso.
A presidente da CVP recusou ser indigitada por Henrique de Freitas, argumentando que "não concordo com o processo seguido nas eleições". Em causa está a impugnação do acto eleitoral dos órgãos locais da instituição decretada pelo ministro da Defesa, que tutela a CVP.
Vítor Ramalho explicou ao CM que "hoje [ontem] recebemos um despacho do sr. ministro, em que mantinha a impugnação das eleições apenas onde houve o pedido da mesma, em Lisboa". A decisão levou a que "quer na Assembleia Geral quer no Conselho Supremo a composição fosse diferente, pois com a aceitação dos resultados eleitorais, os corpos seriam diferentes". Segundo Ramalho, a direcção propôs o adiamento quer da AG quer do CS, o que não foi aceite, levando ao abandono dos dois vice-presidentes.
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