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Correio da Manhã

Política
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BARROSO: VAMOS SAIR DA CRISE

O primeiro-ministro, Durão Barroso, reafirmou ontem que está “absolutamente convencido de que o País vai sair da crise”. Assumiu que não vai ser fácil, nem que “vai ser amanhã”, mas tem a “informação que suporta a ideia de que melhores tempos virão”.
17 de Julho de 2003 às 00:17
Em entrevista à RTP, Durão Barroso reafirmou a intenção do Governo em baixar o IRC, já anunciada no debate do estado da Nação, de 30 para 25 por cento.
Mostrando-se optimista quanto à recuperação da economia portuguesa, garantiu que a baixa do IRC será contemplada já no Orçamento de Estado para 2004. Não fez, no entanto, qualquer referência à possibilidade de redução do IRS e do IVA.
Barroso reconheceu as dificuldades que o Governo tem tido em apurar o maior número de receitas para cumprir o défice e explicou que vai encontrar soluções extraordinárias que passam pela alienação de património do Estado. “É gerível aquilo que vai ser vendido, desde que não seja à pressa. Há muito património do Estado que está desaproveitado”, declarou, sublinhando que o Estado não é bom proprietário porque “não cuida bem daquilo que é seu”. O caminho a seguir à ‘rentrée’ é claro: é preferível reduzir os impostos a aumentar o investimento público, designadamente através da criação de “emprego artificial”, numa crítica às opções traçadas pelos governos socialistas. Lamentando o aumento do desemprego, Barroso explicou que a actual taxa ronda os 6,4 por cento e não os 7,5 apurados pelo Eurostat. Depois, reiterou o compromisso de manter o défice público abaixo dos três por cento. “É esse o nosso objectivo”, disse.
Outra das matérias incontornáveis que marcaram a actuação do Executivo foi o alegado recuo de Manuela Ferreira Leite no processo que envolveu os protestos dos taxistas a propósito do Pagamento Especial por Conta (PEC). A este propósito garantiu: “Nós não recuámos”. E classificou a medida como sendo de “elementar justiça fiscal e social“, lembrando, mais uma vez, que “em Portugal há 57% das empresas que não pagam imposto”.
E se o estado da Economia dominou a entrevista, a Justiça foi o primeiro tema a ser abordado. Barroso defendeu o procurador-geral da República, garantiu que tinha total confiança em Souto Moura. Mais, em resposta ao Presidente da República, assinalou que qualquer alteração ao segredo Justiça, nesta fase, é inadequada.
Sobre a ida de Paulo Portas a Monsanto, Barroso garantiu que o culminar do processo reforçou a coligação e foi “um momento positivo” para os dois partidos.
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