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Correio da Manhã

Política
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BE apela à paralisação e à mobilização das "vítimas da crise”

O líder do BE, Francisco Louçã, saudou "intensamente",este domingo, a greve geral marcada para 24 de Novembro, apelando à mobilização de todas as "vítimas da crise" para responder ao aumento do desemprego, aumento dos impostos e corte nos salários.
10 de Outubro de 2010 às 20:19
Louçã sublinhou a necessidade de se "concentrarem forças" para a greve geral
Louçã sublinhou a necessidade de se 'concentrarem forças' para a greve geral FOTO: Lusa

"A greve geral é uma resposta do movimento sindical que o BE saúda intensamente,  é uma grande decisão e uma decisão no tempo certo", afirmou o líder do BE numa intervenção no final de um encontro sobre trabalho que o partido realizou este domingo  em Lisboa.   

Sublinhando a necessidade de se "concentrar forças" para a greve geral  convocada pela CGTP e pela UGT, o líder do BE disse ser esse o tempo certo  para o "País das vítimas da crise" responder ao Orçamento do Estado, aos  cortes à Segurança Social, ao aumento do desemprego, ao aumento do desemprego,  ao corte dos salários".    

Por isso, acrescentou, a greve geral será não só a greve de quem trabalha,  mas também a greve dos desempregados, reformados, precários e dos que "nunca  tiveram trabalho e não desistem do País".  

A propósito da greve geral, Francisco Louçã vez questão de registar o "facto extraordinariamente positivo" de o candidato presidencial Manuel  Alegre, a quem o BE já deu o seu apoio, ter tido "uma palavra de incentivo e apoio" no dia em que a CGTP tomou a decisão.   

Sem nunca referir o nome de Manuel Alegre e preferindo falar do "candidato  presidencial que combate para vencer Cavaco Silva e a sua direita", o líder do BE elogiou a atitude do socialista.   

"Precisamos de ter a certeza que quem tem a força para combater Cavaco  Silva nos dá, em contrapartida, que é um Presidente que recusará de qualquer  Governo qualquer ataque ao serviço Nacional de Saúde ou que recuse determinantemente  qualquer ataque ao salário e qualquer política de austeridade", sublinhou. 

"É em nome dessa enorme maioria que é o povo trabalhador deste país,  que o BE, a esquerda de confiança tem que estar na luta com todos, sem excepção,  com todos", disse, classificando a greve geral de 24 de Novembro como o  início de uma "luta muito mais forte".  

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