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Correio da Manhã

Política
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BE: Mensagem do primeiro-ministro foi de "ocultação e falsidades"

O dirigente e eurodeputado do Bloco de Esquerda (BE) Miguel Portas acusou esta segunda-feira o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de ter dirigindo uma mensagem de Natal aos portugueses de "ocultação e falsidades".
26 de Dezembro de 2011 às 13:05
Miguel Portas criticou palavras de Passos Coelho
Miguel Portas criticou palavras de Passos Coelho FOTO: Bruno Simão/Jornal de Negócios

Em conferência de imprensa, na sede nacional do BE, Miguel Portas alegou que "o Governo projecta modificar em 2012 as fórmulas de cálculo das pensões de reforma de modo a que qualquer português fique com as prestações congeladas a partir de 246 euros", o que não foi referido por Passos Coelho na sua mensagem, na qual este se comprometeu a "honrar os compromissos".

Por outro lado, Miguel Portas questionou onde está o "ataque aos núcleos de privilégios injustificados" de que falou o primeiro-ministro e contestou a ideia de que o Governo PSD/CDS-PP vai avançar com "reformas estruturais", contrapondo que o que está em curso é "a contra-reforma".

O dirigente do BE sustentou que "todas as reformas estruturais deste Governo ficam-se sempre pelos de baixo" e destacou "a tentativa de criar mais meia hora de trabalho gratuita", considerando-a "uma reforma estrutural que é digna do século XIX e não do século XXI", contra os desempregados e os trabalhadores.

Miguel Portas afirmou que os portugueses "estão habituados às más notícias", mas "não se vão habituar à mentira, à falsidade e à ocultação" e defendeu que é preciso "romper com este caminho" de "austeridade em cima de austeridade".

O BE vai agir "no Parlamento, na dinamização dos movimentos de indignação e de resistência social" com o objectivo de que "o Governo acabe por recuar nas principais medidas que está a procurar aplicar", acrescentou.

Na mensagem de Natal que dirigiu aos portugueses no domingo, o primeiro-ministro apontou 2012 como "um ano de grandes mudanças e transformações", que "incidirão com profundidade" nas "estruturas económicas".

Passos Coelho declarou que "há razões para olhar de frente o futuro com esperança" e que os portugueses "têm sido corajosos e que o seu esforço vai valer a pena".

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