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Correio da Manhã

Política
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BE quer incluir capital e património no IRS

Bloco quer juntar todos os rendimentos para se pagar taxa proporcional ao valor ganho e beneficiar a classe média.
Bruno de Castro Ferreira e Cristina Rita 14 de Setembro de 2017 às 01:30
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, insiste no desdobramento do segundo e terceiro escalões de rendimentos
Catarina Martins
Catarina Martins
Catarina Martins
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, insiste no desdobramento do segundo e terceiro escalões de rendimentos
Catarina Martins
Catarina Martins
Catarina Martins
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, insiste no desdobramento do segundo e terceiro escalões de rendimentos
Catarina Martins
Catarina Martins
Catarina Martins
O Bloco de Esquerda está a negociar com o Governo a inclusão dos ganhos com rendas de casas, ações e juros de contas a prazo na tributação do IRS.

Em entrevista à CMTV, Catarina Martins revelou que o BE apresentou nas negociações para o Orçamento do Estado de 2018 uma proposta para o englobamento no IRS dos rendimentos prediais e de capitais. Ou seja, uma das soluções para equilibrar a receita de IRS e aliviar a carga fiscal sobre a classe média é a englobar todos os rendimentos: trabalho, capital e património.

"Há rendimentos que não são do trabalho, que não são salários nem pensões. São pessoas que têm muitos rendimentos de capital ou de propriedade e que deviam ser obrigadas a englobá-los para pagarem uma taxa proporcional", defendeu.

Catarina Martins repetiu que um dos objetivos centrais do BE passa ainda por desdobrar o 2º e o 3º escalões de IRS (de 7091 a 40 522 euros anuais), admitindo fazê-lo no prazo de dois anos.

Sobre as pensões, a líder do BE frisou que há margem para aumentos superiores à inflação. E revelou que os encargos da Segurança Social com o aumento de pensões em 2017 e com ajustes nos apoios sociais atingiram 700 milhões de euros, mas a criação de emprego gerou uma receita de 800 milhões.

Dito de outra forma: para o BE há uma folga de 100 milhões para subir pensões em 2018. Ainda sobre o Orçamento, Catarina Martins avisou o Executivo de que "no Serviço Nacional de Saúde não se sente a repercussão do acordo [com o PS]", pedindo mais investimento e uma solução para os enfermeiros em protesto.

Já sobre a relação com o PS, a bloquista lembrou que o partido fez "um acordo de mínimos". "10% dos votos não nos dão legitimidade para ser governo", justificou, assumindo que gostaria de ver o BE no Executivo. "As pessoas é que escolhem."
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