Antiga ministra contra os que falam ao País “do alto das torres de marfim”.
Ao oitavo dia de campanha, os ataques entre os candidatos a Belém endureceram. Sampaio da Nóvoa recuperou o episódio da vichyssoise, que envolve Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas, e o ex-líder do PSD tentou demarcar-se de Passos Coelho. Maria de Belém continuou a apontar mira ao antigo reitor.
A reafirmação da recomendação de voto do PSD pelo ex-primeiro-ministro caiu mal na caravana de Marcelo. "Eu não ouvi mas contaram-me e, de facto, foi a reafirmação da posição da recomendação de voto que o partido tinha feito, agora assumida pelo líder", justificou em Santa Maria da Feira.
Em Lisboa, num almoço com cerca de 1500 pessoas e com o apoio de figuras de proa como Ramalho Eanes, Edmundo Pedro, Eduardo Lourenço e do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, Sampaio da Nóvoa não poupou o rival da direita. Recuando ao tempo em que trabalhou na Casa Civil de Jorge Sampaio, o ex-reitor não evitou a piada: "Estive vários anos a trabalhar em Belém. A trabalhar, não a comer vichyssoise", ironizou, referindo-se ao episódio relatado há anos por Portas sobre a forma como foi enganado por Marcelo, sua fonte no jornal ‘O Independente’.
No Centro, Maria de Belém voltou à rua e passeou pela Feira da Tocha. Ao almoço, na Figueira da Foz, não nomeou Nóvoa mas criticou os que "falam do alto de torres de marfim" como se conhecessem os problemas do País. No Algarve, Marisa Matias demarcou-se dos opositores que defendem um modelo económico que destruiu famílias.
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