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Correio da Manhã

Política
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Belmiro: "Deixemo-nos de folclore político eleitoral e comecemos o trabalho sério"

O patrão da Sonae, Belmiro de Azevedo, teceu esta terça-feira duras críticas à falta de pedagogia de informação que tem marcado a campanha para as eleições presidenciais.
18 de Janeiro de 2011 às 12:49
O 'patrão' da Sonae teceu duras críticas aos políticos
O 'patrão' da Sonae teceu duras críticas aos políticos FOTO: Mariline Alves / Correio da Manhã

"Deixemo-nos de folclore político eleitoral e comecemos o trabalho sério", atirou o empresário na apresentação do inquérito realizado pelo projecto Farol, que dá conta que a maioria dos portugueses desconfia das instâncias políticas nacionais.

Para Belmiro de Azevedo, "o objectivo [da campanha] não é esclarecer, é catequizar as pessoas no sentido de uma certa opinião", pelo que as declarações dos candidatos e políticos que nela intervêm se resumem a "três ou quatro frases que enchem a campanha toda".

"Políticos mais activos de certos partidos são obrigados a dizer coisas que não acrescentam em nada o debate sério", afirmou o dono da cadeia de hipermercados Continente.

Sobre o actual estado da economia, Belmiro de Azevedo sublinhou que "sem a economia real a funcionar, o resto acaba". "E andamos a trabalhar em sentido contrário", afirmou.

O empresário não tem dúvidas de que "Portugal está a pagar hoje o custo de investimento de vários governos em projectos sem retorno". E deixou a questão, com uma resposta imediata: "Como é que ainda importamos tantos cereais? Porque gerimos mal o Alqueva."

O patrão da Sonae fez ainda um paralelo entre a economia portuguesa e o desastre natural que se abateu no Brasil. "Portugal teve sempre um desequilíbrio na balança, mas neste momento já nem podemos falar de desequilíbrio, é um deslizamento de terras como o que aconteceu no Brasil."

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