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Correio da Manhã

Política
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Bloco de Esquerda apoia candidatura de Manuel Alegre

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, colocou este sábado o seu partido ao lado da candidatura presidencial de Manuel Alegre, afirmando que as próximas eleições presidenciais serão um momento clarificador da democracia e representarão uma escolha entre o situacionismo e a vontade de mudar.
16 de Janeiro de 2010 às 17:31
Francisco Louçã
Francisco Louçã FOTO: Agência

"As eleições presidenciais, cujo debate político será tão importante ao longo deste ano, são eleições que se vão decidir na primeira volta entre duas opções fundamentais: a vontade de uma mudança intransigente, contra a injustiça, ou o situacionismo que quer manter o país e os seus poderes económicos e sociais exactamente como eles estão", salientou Louçã durante um almoço com militantes do seu partido, em Mosteirô (concelho da Feira).  
 
Francisco Louçã reforçou ainda que as eleições serão decididas na primeira volta e, num recado para o PS, considerou "muito importante que haja uma candidatura [presidencial] à esquerda que não seja apenas uma candidatura de partido".  

"Nem deste nem daquele partido, porque uma candidatura presidencial não é de partido. É tão importante que haja uma candidatura que saiba tomar  posição, como fez Manuel Alegre. E tanto incómodo que ele criou; e tanta  esperança que ele mobilizou", salientou.  

O líder bloquista disse que Manuel Alegre teve "a palavra certa no momento certo" em questões como o desemprego ou a precaridade, lembrando que o socialista se opôs ao Código do Trabalho aprovado pelo seu partido.  

"O que uma candidatura presidencial deve representar, e é isso que traz  força à esquerda, é a vontade de ruptura, de conflito, contra o situacionismo  económico, de defesa da democracia social, de defesa do Serviço Nacional  de Saúde, de defesa de um sistema de Segurança Social que possa valorizar  quem trabalha", disse Louçã.  

Neste contexto, o líder bloquista não hesitou em colocar o BE ao lado  da candidatura presidencial de Manuel Alegre, reclamando uma junção de forças  para travar este combate à esquerda.  

"É por isso que é tão importante, agora que sabemos que as eleições  presidenciais vão ser disputadas na primeira volta entre Manuel Alegre e  Cavaco Silva, que se saiba que juntar forças para uma alternativa que combata  a injustiça social é tão importante para este país", disse, reforçando que as presidenciais serão um momento de clarificação.  
 
"O Bloco de Esquerda, que sabe fazer escolhas sobre os seus lados de combate, que sabe que o combate tem que ser mais duro, sabe também nestas eleições convocar uma grande força para uma maioria", frisou Louça.  

Louçã teve ainda palavras duras para a forma como o Governo tem conduzido as negociações com os partidos sobre o Orçamento de Estado para 2010, salientando que o BE se opõe "à política económica" do executivo.
 
"Vemos sem qualquer surpresa as aproximações de José Sócrates a Manuela  Ferreira Leite e a Paulo Portas. O Governo quis fingir que fazia negociações sobre o OE, mas a verdade deste OE é que ele quer continuar uma política  que tem ajudado a multiplicar o desemprego", concluiu. 

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