Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
1

Bloco de Esquerda quer chegar ao Governo com o apoio do “povo”

Catarina Martins traça 5 eixos das reformas estruturais e deixa bicada “cordial” a Costa.
Diana Ramos e José Castro Moura 12 de Novembro de 2018 às 08:42
Catarina Martins, coordenadora do BE, encerrou a convenção com um discurso que demorou cerca de meia hora e em que admitiu que a geringonça quase caiu
Mariana Mortágua discursou
Catarina Martins, coordenadora do BE, encerrou a convenção com um discurso que demorou cerca de meia hora e em que admitiu que a geringonça quase caiu
Mariana Mortágua discursou
Catarina Martins, coordenadora do BE, encerrou a convenção com um discurso que demorou cerca de meia hora e em que admitiu que a geringonça quase caiu
Mariana Mortágua discursou
Ao segundo dia de convenção nacional do BE, Catarina Martins disse ao que vinha: "Não perguntem se queremos fazer parte do próximo governo. Temos a certeza que teremos a força para fazer parte de um governo quando o povo quiser."

A coordenadora bloquista traçou os 5 eixos da reforma que o BE defende, acenou com a nacionalização da banca e da energia e elogiou a importância dos acordos escritos . Pelo meio, não esqueceu da ausência de referências ao Bloco no discurso de encerramento do congresso do PS e deixou uma bicada com "cordialidade" a António Costa.

Catarina Martins frisou que o desafio para as legislativas passa por defender um compromisso com o povo. "Trabalharemos para que esse governo exista", destacou traçando as linhas que defende. A primeira é a defesa do SNS, através de uma nova lei de bases "que não pode passar de 2019". Depois, a defesa da demografia, com o reforço dos salários das mulheres. Catarina Martins também não esqueceu os transportes públicos e o combate à corrupção. Depois, veio a proposta mais polémica: a nacionalização da banca e do setor energético.

A líder do BE fez também uma revelação insólita quando afirmou que "houve um momento em que a legislatura esteve em risco", quando o Governo acordou com os parceiros a subida do salário mínimo para 557 euros e depois, em concertação social, aceitou a proposta dos patrões de descida da TSU das empresas.

"Não podíamos aceitar e é por isso que gostamos dos contratos assinados." Catarina Martins deixou também um desabafo curioso: negociar com tantos ministros é às vezes tarefa para ganhar o céu."

"Sim, estamos prontos", afirma Mariana
É vista como um dos possíveis rostos das Finanças num Governo em que o BE participe. Mariana Mortágua admitiu ontem num discurso na convenção nacional que o partido quer chegar ao poder. "Estamos prontos! Somos uma força capaz, uma força de propostas e de coragem", afirmou a dirigente bloquista, criticando depois a "irresponsabilidade" da gestão das contas públicas.
BE Bloco Catarina Martins PS António Costa Governo política
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)