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Correio da Manhã

Política
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BLOCO LEMBRA VENDA DE ARMAS AO IRAQUE

O dirigente do Bloco de Esquerda Francisco Louçã recordou quinta-feira à noite, num comício em Coimbra, que o cabeça-de-lista da coligação “Força Portugal” às Eleições Europeias de 13 de Junho, João de Deus Pinheiro, foi o ministro dos Negócios Estrangeiros que vendeu armas a Saddam Hussein de 1985 a 1990.
4 de Junho de 2004 às 09:03
Num discurso que misturou acutilância com ironia, como é seu timbre, Louçã acusou Durão Barroso e Deus Pinheiro de estarem “completamente comprometidos com o apoio a uma das mais sinistras ditaduras que conhecemos”. O dirigente bloquista recordou: “Quando chegaram ao governo com Cavaco Silva, em 1985, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Deus Pinheiro, e o seu secretário de Estado, Durão Barroso, puseram a sua assinatura num acordo de venda de armas a Saddam Hussein”.
Perante uma plateia com cerca de centena e meia de pessoas, no Cine Teatro de Coimbra, Francisco Louçã insistiu em como “vale a pena lembrar a Deus Pinheiro, que hoje faz campanha para as Eleições Europeias, que tem a responsabilidade de ter continuado a vender armas a Saddam Hussein de 1985 a 1990, porque a ditadura era um excelente cliente”. E concluiu: “Quem vendeu armas a Saddam Hussein e está hoje a apoiar a guerra de ocupação contra o povo iraquiano em nome das armas que vendeu a Saddam Hussein não é um político que tenha uma visão decente”.
O cabeça de lista do BE para as Eleições Europeias, Miguel Portas, foi o senhor que se seguiu. Com notórias dificuldades na voz, devido ao esforço de campanha, Miguel Portas sublinhou que o Bloco de Esquerda “está aqui para haver quem faça o enfrentamento clarificador e chame os bois pelos nomes”.
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