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Correio da Manhã

Política
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Boas relações até “ao último dia”

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse ontem, em Vila de Rei, que quer manter "até ao último dia do mandato a boa relação institucional existente entre os diversos órgãos de soberania", pois só com uma "cooperação leal se podem juntar esforços para ajudar a resolver os problemas nacionais".

27 de Outubro de 2008 às 00:30
De manhã, Cavaco Silva presidiu, em Pombal, ao encerramento do Congresso da Liga dos Bombeiros
De manhã, Cavaco Silva presidiu, em Pombal, ao encerramento do Congresso da Liga dos Bombeiros FOTO: Rui Miguel Pedrosa

Em declarações aos jornalistas, à margem da inauguração da biblioteca local, Cavaco Silva reafirmou a sua "atitude construtiva" face ao Governo, defendendo que o objectivo das suas intervenções "é sempre o de tentar ajudar a resolver os problemas de Portugal".

De manhã, no encerramento do Congresso da Liga dos Bombeiros, em Pombal, o Presidente alertou para a necessidade de não se fragilizar a "componente de voluntariado" dos corpos de bombeiros, face ao reforço da "componente profissional da Protecção Civil".

"Os valores do voluntariado, personalizados nos bombeiros, constituem um sólido património colectivo de nobreza moral" para legar com "sentido de missão" às gerações mais jovens, salientou Cavaco Silva, defendendo que esse desafio "adquire especial oportunidade no momento em que se reforça a componente profissional da Protecção Civil, pois parece-me essencial que se não fragilize a sua componente de voluntariado". Defendeu ainda que os titulares de cargos públicos tenham uma postura "genuinamente imbuída do espírito do voluntário, pelo exemplo que devem demonstrar no exercício do serviço público".

"NÃO SOMOS PEÇAS DE MUSEU"

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, disse ontem, no encerramento do 40º Congresso Nacional, em Pombal, que os bombeiros não aceitam ser transformados em "peça de museu", nem se resignam à dependência dos poderes públicos nacionais. "Não podemos continuar a viver na base da dependência financeira; tem de haver uma relação de parceria com o Estado, em que estejam definidos direitos e deveres, o que passa por um novo regime de financiamento", explicou Duarte Caldeira ao CM, adiantando que "chegou a hora de ser definida uma nova estratégia que valorize e desenvolva o voluntariado nos bombeiros e em que as associações humanitárias sejam parte das soluções do sistema de protecção civil e não seus destinatários exclusivos".

 

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