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Boris Johnson recusa abandonar cargo e demite ministro que pediu a sua demissão

Pelo menos 38 ministros e assessores renunciaram aos cargos desde ontem.
Correio da Manhã 6 de Julho de 2022 às 21:37
Michael Gove
Michael Gove FOTO: Getty Images
O primeiro-ministro britânico Boris Johnson demitiu esta quarta-feira o ministro das Relações Intergovernamentais, Michael Gove, que anteriormente tinha pedido a demissão, avançou a BBC News.

Boris Johnson está a recusar-se a abandonar o cargo, apesar do apelo de vários dos seus ministros para que o faça.

Acredita-se que Nadhim Zahawi, nomeado ainda ontem como ministro das Finança, e a ministra do Interior Priti Patel estejam entre um grupo que pediu a demissão do primeiro-ministro britânico.

Pelo menos 38 ministros e assessores renunciaram aos cargos desde ontem, quando Sajid Javid e Rishi Sunak disseram que se tinham demitido.


Os comité parlamentar do Partido Conservador não vai mudar as regras para permitir outro voto de confiança em Johnson, embora as eleições na próxima semana possam mudar isso.

Em causa está a postura de Boris Johnson perante o escândalo sexual que envolve Chris Pincher o ex vice-chefe da bancada parlamentar do Partido Conservador.

Pincher é acusado de ter apalpado dois homens durante uma noite de copos num clube privado da capital britânica. "Bebi demasiado e envergonhei-me a mim próprio", escreveu o deputado na carta em que renuncia ao cargo de vice-chefe da bancada conservadora, na qual não faz qualquer referência aos alegados abusos sexuais.

O gabinete do primeiro-ministro deu a entender que Boris Johnson ficou satisfeito com a renúncia do deputado e não espera que seja aberta uma investigação, dando o caso por encerrado, mas vários deputados conservadores e a oposição trabalhista exigem que Pincher seja investigado pela polícia por crimes sexuais.

O deputado foi, entretanto, suspenso e não pode entrar no Parlamento.

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