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Correio da Manhã

Política

BPN: Portas denuncia compra de acções

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, confrontou esta sexta-feira o primeiro-ministro com a compra de acções do BPN à Sociedade Lusa de Negócios (SLN) num valor total de 20 milhões de euros.
7 de Janeiro de 2011 às 14:10
Portas confrontou o primeiro-ministro com a compra de acções do BPN à Sociedade Lusa de Negócios num valor de 20 milhões de euros
Portas confrontou o primeiro-ministro com a compra de acções do BPN à Sociedade Lusa de Negócios num valor de 20 milhões de euros FOTO: Lusa/Tiago Petinga

Em causa estará uma transacção de 6 de Outubro de 2010 de seis milhões e quinhentas mil acções da SLN, cujo valor nominal antes da nacionalização do BPN, era de 1 euro e foram adquiridas pelo BPN, a 3,04 euros cada, ou seja, um "lucro de 204 por cento", frisou Portas.

José Sócrates respondeu, de pronto, que não acompanha "operações financeiras" e voltou a assegurar que a equipa da administração do BPN é "decente e honesta".
 
O confronto político entre Paulo Portas e José Sócrates prosseguiu com uma tentativa de diálogo paralelo de Teixeira dos Santos, ministro das Finanças. O líder centrista voltou a atacar Vítor Constâncio, enquanto governador do Banco de Portugal, na supervisão do BPN, acusando o chefe do Governo de "defender um camarada de partido".

Facto que levou Sócrates a acusar Portas de "ressentimento" e de "operação de vingança", alundindo às críticas sobre o Orçamento do Estado de 2005, o último do Executivo de coligação PSD/CDS-PP, do qual o presidente democrata-cristão fez parte.
 
Teixeira dos Santos insistiu que o buraco no BPN é de 2 mil milhões de euros e não de 5 mil mil milhões de euros.
 
Depois, já em resposta a Francisco Louçã, do BE, Sócrates assegurou que já deu "orientações no sentido de agir também civilmente sobre todas as pessoas que possam ter tido algum beneficio resultante da má gestão danosa do BPN".

Isto, numa altura em que dentro do PS há quem defenda uma eventual nova comissão de inquérito ao caso BPN.
 
O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, ainda insistiu com o primeiro-ministro para que assumisse se tinha ou não confiança em Pinto Barbosa, um dos nomes escolhidos para acompanhar as contas públicas, ao abrigo do acordo entre Governo e o PSD para o Orçamento de Estado para 2011.

Sócrates respondeu que não tinha nenhuma contra-indicação. O nome foi escolhido pelo PSD e integrou o conselho de fiscalização do Banco Privado Português.  Na bancada 'laranja' eram visíveis alguns rostos fechados.
 
Já no confronto com Jerónimo de Sousa, líder comunista, Sócrates ripostou para se "olharem no espelho", depois do secretário-geral do PCP ter acusado o Governo e o primeiro-ministro de serem "um caso perdido".

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