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Correio da Manhã

Política
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BPN vai despedir os funcionários

A reestruturação planeada do BPN vai implicar despedimentos de parte dos 1700 trabalhadores do banco. A possibilidade foi ontem avançada por Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que explicou ainda que essa refundação do banco vai custar 50 milhões de euros.
13 de Janeiro de 2011 às 00:30
Líder da CGD, Faria de Oliveira
Líder da CGD, Faria de Oliveira FOTO: Sérgio Lemos

O banqueiro falava ontem aos deputados da comissão de Orçamento e Finanças, numa série de audições para explicar a situação do BPN, onde salientou "a redução do activo humano do banco", sem especificar contudo quantos dos 1700 quadros do BPN estarão em risco. O banco, que o Governo não conseguiu reprivatizar, "vai ter de ser um banco focado, especializado, com uma vocação específica para actuar no mercado. Pedro Cardoso, um dos dois administradores da CGD que acompanharam Faria de Oliveira à comissão, explicou que do aumento de capital pedido de 500 milhões de euros, 50 milhões são para a mudança de marca e imagem da instituição financeira.

O valor dos apoios da CGD já ultrapassaram os cinco mil milhões de euros, revelou Faria de Oliveira que admitiu um custo para os contribuintes de dois mil milhões de euros, como já tinha feito Teixeira dos Santos.

Lourenço Soares, outro administrador da CGD presente, revelou que apesar de não serem divulgadas publicamente, "continuam a ser feitas buscas no âmbito do caso BPN".

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