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Correio da Manhã

Política
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Braço no ar derrota voto secreto no PSD

Moções de confiança ou de censura e listas eleitorais passam a ser votadas sem sigilo.
João Maltez 28 de Abril de 2019 às 09:56
Rui Rio viu aprovadas por larga maioria as propostas de alteração ao regulamento do conselho nacional  social-democrata
Rui Rio
Rui Rio
Rui Rio viu aprovadas por larga maioria as propostas de alteração ao regulamento do conselho nacional  social-democrata
Rui Rio
Rui Rio
Rui Rio viu aprovadas por larga maioria as propostas de alteração ao regulamento do conselho nacional  social-democrata
Rui Rio
Rui Rio
Moções de censura ou de confiança, listas de candidatos e programas eleitorais vão deixar de ser apoiados ou rejeitados com recurso a voto secreto, passando as votações a ser feitas de braço no ar.

A proposta de alteração ao regulamento interno do Conselho Nacional (CN) do PSD foi aprovada no último encontro deste órgão, realizado em Viana do Castelo, que terminou ao final da noite de sexta-feira.

"A proposta de alteração foi aprovada com dois votos contra, cerca de 90 a favor e nenhuma abstenção", afirmou Paulo Mota Pinto, presidente da mesa do CN, citado pela Lusa, após a reunião daquele que é o órgão máximo do partido entre congressos.

Em causa estava a alteração ao artigo 13º do regulamento interno do conselho nacional, que obriga agora a votar de braço no ar as moções de confiança ou de censura, as deliberações sobre a proposta de listas de candidatura ou o programa eleitoral a apresentar pelo partido a eleições.

O método de votação já tinha dominado, de forma polémica, a reunião de janeiro do Conselho Nacional, em que foi aprovada, por voto secreto, uma moção de confiança ao líder do PSD, Rui Rio.

Isto, depois de Luís Montenegro o ter desafiado a promover eleições diretas para a presidência do partido. 

PORMENORES 
Rio prefere olhar de frente
Embora tenha dito que a proposta para acabar com o voto secreto não é de sua autoria, o líder do partido, Rui Rio, já tinha feito saber o que pensava sobre o assunto: gosta de tomar opções a "olhar de frente" para as pessoas, preferindo não se "acobardar num voto secreto".

Também há exceções
O novo regulamento interno do Conselho Nacional do PSD determina que para pedir o voto secreto, noutras matérias em que este não esteja vedado, são precisas assinaturas de um quinto dos conselheiros nacionais presentes numa reunião.
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