Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
3

CAMPANHA COM NÍVEL DEPLORÁVEL

O tema dos insultos não saiu da campanha . O CDS-PP insiste no pedido de desculpas. O cabeça de lista do PS nada mais diz sobre o caso, mas António Costa voltou ontem ao assunto nas Caldas da Rainha dada a insistência dos jornalistas.
4 de Junho de 2004 às 00:00
Desta vez preferiu recorrer à sua memória política pessoal. “Que eu me lembre, desde a primeira campanha de Mário Soares que não via uma campanha tão deplorável. Na altura, o adversário não foi beneficiado”, lembrou. O número dois da lista socialista recordava os momentos tensos na Marinha Grande, nas primeiras presidenciais em que Soares concorreu.
Para os socialistas, o PP é um partido que criou um clima “deplorável” na campanha. Prova disso, afirmam, é que nem os históricos do PSD se sentam à mesma mesa do partido, numa alusão a um almoço com Cavaco Silva e Deus Pinheiro. E os sociais-democratas também têm alguma responsabilidade neste processo. No congresso de Oliveira de Azémeis desfiaram críticas de forma indiferenciada à oposição, ainda que o PCP e o Bloco de Esquerda tenham sido os mais visados pelas hostes ‘laranjas’.
António Costa continuou então a sua estratégia de ataque, classificando como “perdulária, inútil e inconveniente” uma carta que o ministro José Luís Arnaut escreveu a quatro milhões de portugueses com o calendário dos jogos do Euro 2004. Uma informação que já é do domínio público e terá custado milhares de contos aos contribuintes, sem paralelo às acções do Governo sobre as europeias.
Isto depois do PS ter levantado a possibilidade de a Função Pública ter direito a uma tolerância de ponto no dia 11. Por tudo isto, Costa considerou que “no grande desafio que é a luta contra a abstenção”, o PS está “mal acompanhado”.
Bem acompanhado esteve Sousa Franco nas Caldas da Rainha, pela sua mulher, Matilde. António Galamba, líder concelhio, preparou o roteiro. O cabeça de lista só não contava com os desafabos de um agente da PSP, fardado, que se queixou do excesso de trabalho e de se querer reformar e não o deixarem. Sousa Franco ouviu e limitou-se a dizer que não “há milagres”, demonstrando alguma dificuldade em abordar os temas da Segurança.
MAIS
Sousa Franco tem revelado grande capaci dade de improviso, com discursos de uma hora sem papel. Em Viseu, com casa cheia a retórica valeu-lhe o ponto alto da noite.
MENOS
A Administração doHospital N.ª S.ª da Graça, em Tomar, só soube do cancelamento de uma visita pelos jornalistas.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)