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Correio da Manhã

Política
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Candidato do PSD a Gondomar já apoiou Valentim e António Costa

"Sou independente. Nunca fui militante de nenhum partido. Tenho muita honra de encabeçar esta candidatura cívica de um partido que se abre à sociedade", afirmou ao CM.
Manuel Jorge Bento 24 de Março de 2021 às 18:16
Jorge Ascenção
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Jorge Ascenção, independente que lidera a candidatura do PSD à Câmara de Gondomar, é ainda presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), já integrou as listas de Valentim Loureiro e apoiou António Costa em eleições primárias do PS. "Sou independente. Nunca fui militante de nenhum partido. Tenho muita honra de encabeçar esta candidatura cívica de um partido que se abre à sociedade", afirmou ao CM.

O candidato confirma que integrou as listas de Valentim Loureiro para a Câmara de Gondomar, enquanto independente, em 2009 e 2017. Jorge Ascenção esteve também nas listas de Fernando Paulo (atual vereador na Câmara do Porto) quando este se candidatou a Gondomar, em 2013, com apoio do movimento independente de Valentim Loureiro - a lista seria rejeitada pelo Tribunal de Gondomar por irregularidades na recolha de assinaturas. No ano seguinte, em 2014, apoiou António Costa nas primárias do Partido Socialista. "Colaborei com amigos do PS nessa luta interna do partido", explicou ao CM. Nega que alguma vez tenha integrado listas pela CDU, como foi referido após ter sido apresentado como candidato a Gondomar: "Só se foi noutra vida, que não me lembro".

Nesta altura, Jorge Ascenção está de saída da CONFAP, uma vez que já não tem filhos a estudar no ensino básico ou secundário. Assumiu a vice-presidência daquela confederação em 2011, chegou à presidência em 2013 e viu o mandato renovado de dois em dois anos, tendo sido eleito pela última vez em 2019. "Foi no ano em que o meu filho mais novo terminou o secundário e ingressou no ensino superior", clarificou. 

Jorge Ascenção considera que as dúvidas sobre o seu percurso cívico são jogos políticos. "Não venho para este desafio com o espírito de afastar os cidadãos da atividade política. Entendo que não devemos ter de ser 'carreiristas' políticos para sermos candidatos a um cargo destes. Já tenho 40 e tal anos de associativismo e vida cívica. Nunca fui eleito para nada de forma irregular. A minha consideração ou trabalho em conjunto com este ou aquele não tem nada a ver com interesses partidários. E repito o que disse nos últimos dias: o facto de ser eu a encabeçar, como independente, a candidatura a Gondomar foi uma surpresa, mas muito me honra pela abertura deste partido à sociedade", concluiu.

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