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Correio da Manhã

Política
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CANDIDATOS PROMETEM RENOVAÇÃO INTERNA

A um dia do voto final, Luís Carito e Miguel Freitas preparam-se para queimar os últimos cartuchos na corrida à liderança da Federação do PS-Algarve. O confronto que começou por oferecer garantias de vitória a Freitas face aos resultados obtidos na primeira volta das eleições, anuncia-se no entanto renhido desde que a candidata derrotada no dia 22, Manuela Neto, decidiu apoiar Carito, devido a “práticas desonestas” por parte do outro adversário.
28 de Março de 2003 às 00:00
A importância das “práticas” do partido constitui aliás o principal argumento das propostas eleitorais defendidas pelos dois candidatos, que se dizem dispostos a mudá-las interna e externamente. De original há apenas a registar a unanimidade entre as propostas adversárias nesta matéria, já que tanto Carito como Freitas pretendem infligir maior mobilização ao partido e aos seus militantes, de forma a devolver à região uma maioria rosa nas próximas eleições autárquicas. Para atingir esta afirmação socialista Carito preconiza ainda a implementação de uma maior organização do partido, que passa pela sua “maior abertura” ao exterior, através de fóruns de reflexão e clubes de política, permitindo a interacção entre militantes e não militantes. Para Freitas tanto a selecção como a escolha de candidatos deve ser feita dando voz aos militantes e respeitando os órgãos partidários já que, defende, o PS “não se deve fechar sobre si mesmo nas grandes decisões”. Na perspectiva de renovação Freitas defende ainda um relacionamento mais estreito com os órgãos de administração pública enquanto provedores dos interesses regionais, pois, sendo o maior partido da oposição regional, o PS deve exercer a sua capacidade de influência para indicar novos caminhos para o futuro do Algarve. Nesta matéria, Carito aposta na interligação do partido com a sociedade civil, com vista à consolidação de uma oposição socialista construtiva e de propostas credíveis.
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