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Correio da Manhã

Política
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Capucho recusa ser boy do PSD

Afastado há dois anos da vida política activa, quando renunciou à presidência da Câmara de Cascais, António Capucho está a "encarar o regresso ao exercício de funções político-partidárias", revela o próprio ao CM.

26 de Agosto de 2012 às 01:00
António Capucho admite regresso à vida política activa após dois anos afastado do poder
António Capucho admite regresso à vida política activa após dois anos afastado do poder FOTO: Sérgio Lemos

Fora dos planos do ex-conselheiro de Estado fica o sector empresarial. "Não aceito soluções em empresas, porque não preciso e não quero", afirma o social--democrata.

Impedido de se recandidatar em Cascais, Capucho recebeu "convites formais e informais de cinco concelhias, a sul e a norte do Tejo". "Não rejeito avançar nesse sentido", confirma. Até porque, realça, "ainda posso ser útil ao Estado e sou barato, porque não posso acumular salários". As relações entre António Capucho e Passos Coelho arrefeceram depois de o primeiro-ministro convidar Fernando Nobre para presidente da Assembleia da República. Foi a primeira de muitas críticas abertas ao Governo. Ainda assim, concorrer, só "pelo partido que servi 38 anos".

A decisão só será anunciada em Outubro, altura em que a nova lei autárquica está pronta para aprovação. Mas Capucho já afia as farpas: "A lei dos compromissos é o maior disparate que Deus deitou à Terra. O tempo das vacas gordas acabou."

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