Campanha oficial para as eleições Europeias arranca dia 27 e termina a 07 de junho.
Entre ações de rua e comícios, a campanha do BE para as eleições europeias prevê percorrer 11 distritos e apostar em temas como a transição climática, direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+ ou o combate ao crime financeiro.
Sob o mote "Europa por ti: salvar o futuro", a caravana bloquista, com uma lista encabeçada pela anterior coordenadora, Catarina Martins, tem já previstas algumas ações de campanha este fim de semana, mas o início oficial está agendado para segunda-feira, dia 27.
De acordo com o programa provisório, o partido prevê percorrer 11 distritos, com forte aposta em Lisboa, Porto e Setúbal mas também com ações em Aveiro, Beja, Leiria, Santarém, Coimbra, Vila Real, Viseu e Braga.
Em declarações à Lusa, o diretor da campanha, Adriano Campos, detalhou que um dos temas centrais da campanha será o da transição climática.
"Procuraremos ao longo das duas semanas ter algumas iniciativas pelo país, no interior, mas também em zonas particularmente afetadas por fenómenos extremos como a questão da seca no Algarve, que é precisamente onde vamos estar no domingo. Mas também depois tentando ir a outras questões do extrativismo, como o lítio em Montalegre, onde estaremos na próxima semana", enumerou.
O BE tem como objetivo dar "grande ênfase" ao "papel da União Europeia no que toca à emergência climática e a necessidade de medidas para uma transição justa".
Outro dos temas que os bloquistas preveem levar para a campanha é o dos direitos sociais, como os direitos das mulheres, da comunidade LGBTQIA+ ou a defesa da igualdade salarial, com o crescimento da extrema-direita na 'mira'.
O partido quer falar ainda sobre trabalho, prevendo iniciativas relacionadas com os direitos dos trabalhadores das plataformas digitais, ligando este tema aos direitos dos imigrantes, uma vez que muitos destes estafetas ou motoristas têm nacionalidades estrangeiras.
"Falaremos sobre serviços públicos também em algumas escolas pelo país e tentaremos apresentar o que são medidas de regulação do mercado e de combate ao crime financeiro, que tem sido um dos campos onde o BE se tem afirmado nos últimos anos", afirmou.
Já sobre o tipo de ações, Adriano Campos disse que o BE seguirá o seu modelo tradicional de campanha: manhãs com uma ação dedicada a um tema ou proposta, tardes com contacto com a população, em feiras ou arruadas, e à noite os comícios e jantares.
Questionado sobre a presença da coordenadora do BE, Mariana Mortágua, em ações de campanha, o responsável garantiu que "ninguém vai sentir a falta" da dirigente nesta campanha, que "fará boa parte das ações e dos comícios".
Além de Mariana Mortágua, o diretor de campanha antecipou uma "mobilização de fundo" do partido, com a participação da antiga eurodeputada e atual parlamentar na Assembleia da República, Marisa Matias, bem como dos fundadores do partido, deputados e outros dirigentes.
O BE reconhece a dificuldade em mobilizar eleitorado nas eleições europeias -- que em 2019 registaram cerca de 70% de abstenção -- mas tentará contrariar esta tendência, estabelecendo como objetivo "reforçar o seu resultado eleitoral" depois de nas últimas europeias ter elegido dois eurodeputados que integraram o Grupo da Esquerda no Parlamento Europeu - GUE/NGL.
Adriano Campos afirmou que o partido parte para a estrada com "bastante confiança", sustentando que o BE vive um "bom momento" depois de registar um "reforço de aderentes" nos últimos meses.
A campanha oficial para as eleições Europeias arranca dia 27 e termina a 07 de junho, com o sufrágio marcado para dia 09.
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