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Correio da Manhã

Política
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Carlos Alexandre questiona INTELI

O papel da INTELI, uma empresa portuguesa privada, sem fins lucrativos, presidida por Rui Felizardo, no processo de aquisição dos submarinos foi o que mais dúvidas suscitou ao juiz Carlos Alexandre, na primeira sessão do debate instrutório sobre os submarinos, que ontem decorreu em Lisboa.
28 de Abril de 2010 às 00:30
Presidente do Tribunal Central de Instrução Criminal sabe que tem pela frente um longo processo. A morte de Palma Féria será uma desvantagem
Presidente do Tribunal Central de Instrução Criminal sabe que tem pela frente um longo processo. A morte de Palma Féria será uma desvantagem FOTO: direitos reservados

Ao CM, a INTELI confirmou que manteve um contrato com a Escom Espírito Santo Commerce no dossier, desde Setembro de 2000 até meados de 2001, no valor de 400 mil euros. E que presta assessoria à Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC), desde 10 de Outubro de 2005, a que correspondem cerca de 477,5 mil euros. Elaborou, além disso, um relatório pericial para o DCIAP, em 2008, do qual não auferiu qualquer remuneração. A INTELI garante que informou o DCIAP de todas estas colaborações.

São 10 os arguidos acusados de burla e falsificação de documentos neste processo. No TCIC foram ontem ouvidos os presidentes de duas das sete empresas que integram a ACECIA – José Ramalho, da Simoldes, e António Lavrador, da Ipertex. O presidente da INTELI, Rui Felizardo, é testemunha no processo.

DCIAP CONHECIA CLIENTES DA EMPRESA

Ramalho e Lavrador garantiram que a entrada da INTELI no processo das contrapartidas foi sugerida pelo presidente da ACECIA, Palma Féria, falecido em 2007. Confrontada com a participação da empresa no dossier e a sua colaboração com o DCIAP, a Procuradoria Geral da República disse ao CM que, quando nomeou a INTELI como entidade perita, "o DCIAP tinha pleno conhecimento das relações contratuais estabelecidas entre aquela e a ESCOM, ACECIA e Comissão Permanente de Contrapartidas". Não adiantou se a empresa foi escolhida por ajuste directo ou concurso.

PORMENORES

DEZ ARGUIDOS

Sete gestores da ACECIA e três da Ferrostaal estão acusados de burla e falsificação de documentos.

MORTO ERA DECISIVO

Os arguidos já ouvidos atribuíram um papel decisivo ao líder da ACECIA (já falecido) até 2007, no processo das contrapartidas. Refutaram acusações e afirmaram que a CPC tinha todos os meios.

INTELI FOI SUSPEITA

Antes de o processo ter sido avocado pelo DCIAP, a Judiciária terá suspeitado da INTELI.

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