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Correio da Manhã

Política
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Carmona está manietado pelo PSD

Tal como se esperava, o presidente da Câmara de Lisboa (CML) e a vereadora do CDS-PP não conseguiram chegar a um acordo de coligação, de modo a formar uma maioria de vereadores na autarquia. Assim, Carmona Rodrigues vai governar em minoria, fazendo acordos pontuais, e Maria José Nogueira Pinto ficará na oposição, como vereadora sem pelouro.
4 de Novembro de 2005 às 00:00
Maria José Nogeira Pinto
Maria José Nogeira Pinto FOTO: Pedro Catarino
Ontem, em conferência de Imprensa, a dirigente do CDS-PP acusou o presidente da CML de “estar manietado pelo PSD”. Ou seja, em sua opinião, as negociações não foram conduzidas pelo independente Carmona Rodrigues, mas pelo PSD. Ao passo que ela, que é filiada no CDS, “teve carta branca dada pelo presidente do partido”.
Instado a reagir a esta acusação, o vice-presidente da CML, Fontão de Carvalho, disse ao CM que “isso não é verdade: o líder da equipa é o presidente da Câmara e a decisão cabe inteiramente a ele”.
Segundo a dirigente do CDS, Carmona chamou-a anteontem ao seu gabinete para lhe dizer que “não era útil, nem oportuno, nem adequado fazer qualquer acordo de coligação”. Durante 15 dias, Carmona e Maria José entraram num braço-de-ferro por causa do pelouro a atribuir ao CDS. Maria José queria o Desporto, Juventude e Acção Social e ainda o controlo da GEBALIS, empresa que gere os bairros municipais. Mas Carmona não estava disposto a largar mão da GEBALIS e deu as negociações por encerradas.
Como explicou ontem Fontão de Carvalho: “Não íamos abdicar de áreas importantes do nosso projecto que foi sufragado por mais de 40 por cento dos lisboetas”.
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