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Correio da Manhã

Política
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Carmona quer poupar com gestão centralizada

Não é uma central de compras, mas funciona, desde o último trimestre de 2006, enquanto tal. O presidente da autarquia de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou ontem que a autarquia pretende poupar 33 milhões de euros em seis anos no processo de aquisições de serviços, graças a um sistema de gestão centralizada.
14 de Março de 2007 às 00:00
Carmona Rodrigues não sabe quantos carros tem o seu gabinete
Carmona Rodrigues não sabe quantos carros tem o seu gabinete FOTO: João Miguel Rodrigues
E hoje, na sessão de Câmara vai apresentar uma proposta sobre os serviços de vigilância para 106 equipamentos, ao abrigo deste novo conceito de gestão na autarquia.
Neste caso, o edil quer poupar um milhão de euros.
Em causa está um valor base de concurso estimado em 9 504 132 euros (sem IVA). O objectivo é dotar, a partir de Julho de 2007, edifícios da Câmara, bibliotecas, museus e até parques municipais – como o da Bela Vista e da Quinta das Conchas – deste serviço, efectuado por rondas ou sistemas electrónicos.
O passivo da Câmara ronda os mil milhões de euros, por isso, em termos de poupança, a Câmara irá introduzir regulamentos em várias áreas, entre elas a da frota municipal. A Câmara tem mil viaturas (ligeiras e pesadas) e haverá “uma redução drástica” desse número, disse Carmona. “A começar pelo meu gabinete”, assegurou. Questionado sobre quantas viaturas tem o seu gabinete, respondeu: “Não sei, não sei dizer. Só uso uma.”
O projecto de gestão, acompanhado pela Deloitte, custará cerca de dois milhões de euros em 18 meses.
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