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Carneiro antecipa que Portugal terá que reforçar condições de apoio à Venezuela

Sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.430 mortos e 3.328 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

28 de junho de 2026 às 21:47

O secretário-geral socialista antecipou este domingo que vai ser necessário reforçar o apoio que Portugal deu à Venezuela na sequência do sismo, uma ajuda que não será apenas no curto prazo, mostrando disponibilidade do PS para este esforço.

"O envio do apoio é importante, foi positivo, mostrou uma sensibilidade, mas estou em crer que vai ser necessário reforçar as condições de apoio, não apenas para o curto prazo, mas para os termos em que as pessoas vão viver nas próximas semanas e nos próximos meses", defendeu José Luís Carneiro na sua intervenção final na Comissão Nacional do PS, que este domingo decorreu em Lisboa.

Referindo que conhece bem o país afetado por uma "tragédia muito grande", o líder do PS lembrou que a Venezuela "já tinha debilidades estruturais e infraestruturais muito grandes e agora ficou em situação autenticamente dramática para muitos milhares, se não mesmo milhões, de pessoas".

Carneiro disse que tem recebido "relatos muito dramáticos da forma como as pessoas estão a enfrentar este momento muito difícil" e, por isso, o Governo português deve "preparar-se para poder reforçar os apoios".

"Nós temos lá uma comunidade muito forte, mais de um milhão, talvez, de portugueses e lusodescendentes, que estão nos setores comerciais, estão na economia, estão nas instituições e, tendo em consideração o momento que o País está a viver, vai ser importante que Portugal esteja preparado para poder dar continuidade a este esforço coletivo", apelou.

Pelo PS, o seu líder manifestou total disponibilidade para participar "ativamente neste esforço", sendo "o primeiro grande esforço o da coordenação da ajuda", algo que "é muito difícil".

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.430 mortos e 3.328 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 51 portugueses e lusodescendentes, e outros 84 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, localidade do estado La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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