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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Carneiro questiona Governo sobre estratégia de segurança rodoviária deixada pelo PS

Líder do PS defendeu a sua aplicação para se "salvar vidas".

19 de dezembro de 2025 às 18:37

O líder do PS questionou esta sexta-feira o Governo sobre a implementação da estratégia integrada de segurança rodoviária que tinha sido deixada na pasta de transição pelo executivo socialista, defendendo a sua aplicação para se "salvar vidas".

"A pergunta que faço ao Governo é o que é que é feito dessa estratégia integrada de segurança rodoviária e para quando é que está previsto que ela possa ser desenvolvida e aplicada no país para salvarmos vidas com opções de política pública que devem ser tomadas", questionou José Luís Carneiro.

O secretário-geral do PS falava aos jornalistas no final de uma reunião com o comandante operacional da GNR, em Lisboa, a quem agradeceu, bem como a todas as forças de segurança que contribuem para "uma circulação rodoviária mais segura nas estradas portuguesas".

O antigo ministro da Administração Interna dirigiu-se ao Governo de Luís Montenegro para o questionar sobre a estratégia integrada de segurança rodoviária que tinha sido deixada na pasta de transição depois de um trabalho de investigação científica e contributo de vários profissionais e que já "tinha sido objeto de consulta pública".

Carneiro, que liderava o ministério quando esta estratégia foi desenhada, explicou que esta respondia a três domínios principais, entres os quais os comportamentos e as atitudes individuais, a remoção dos chamados pontos negros onde ocorrem o maior número de acidentes e as ações de fiscalização e de prevenção rodoviária.

"A estratégia pode contribuir, do meu ponto de vista, pode contribuir de modo decisivo para reduzir quer o número de acidentes quer o número de vítimas porque recordo que além de cerca de 600 vítimas mortais na média dos dois anos, até 2023/ 2024, nós estávamos com mais de 2 mil feridos graves anualmente", defendeu.

Estes números, segundo o líder do PS, merecem uma ação individual "de grande responsabilidade", mas também "uma atitude enquanto sociedade e uma atitude da parte dos poderes públicos, da parte do Estado, e particularmente da parte do Governo".

Em vésperas do período natalício, Carneiro aproveitou para deixar "uma mensagem de apelo a atitudes e a comportamento de responsabilidade nas estradas portuguesas" para que se possam salvar vidas.

Questionado sobre temas da atualidade, o secretário-geral do PS não quis responder, referindo apenas, sobre a lei da nacionalidade esta sexta-feira vetada pelo Presidente da República, que ainda não tinha havido diálogo com os partidos do Governo tendo em vista as alterações à legislação que teve normas chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

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