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Correio da Manhã

Política
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CASINO REFUTA: EXCESSIVAMENTE VESTIDO

Refutando as críticas negativas veiculadas pelo “El País”, Assis Ferreira, administrador da Estoril-Sol, empresa proprietária do Casino Estoril, lamentou o facto de se “dar importância a uma deputada fundamentalista que não quero classificar”.
20 de Outubro de 2002 às 00:04
Assumindo-se cristão e católico, o responsável do Casino garante que o espectáculo é feito “com a linguagem estética” que está na base da “Egoísta”, revista “por três vezes premiada internacionalmente”. Aliás, garantiu ao CM, os congressistas “aplaudiram de tal forma que obrigaram os artistas a voltar três vezes ao palco. E sinto-me honrado por, à saída, só ter encontrado elogios por parte de todos”.

Assis Ferreira disse não entender as intenções do jornal espanhol nem dos deputados que a ele falaram. “O próprio António Capucho e a mulher, também católicos, acharam o espectáculo de enorme qualidade”.

Para o administador da Estoril-Sol, “Egoísta” só poderá ser criticado “por estar excessivamente vestido”. E adiantou: “As produções do Casino são para pensar e têm o rigor cénico e técnico que nos é internacionalmente reconhecido”.

Júlio César, autor e encenador, vai mais longe e garante que as críticas “são de alguém que não viu o espectáculo”. “Espectáculos de mau gosto não sabemos fazer e não há qualquer paródia, mas apenas uma leitura de uma revista”. Por exemplo, “no caso da encenação da Última Ceia no feminino (13 mulheres e não 12 homens e uma mulher) no quadro ‘A Gastronomia’, cito João Paulo I quando disse que Deus é Pai mas, acima de tudo, Mãe”. O autor garante que apenas abandonaram a sala “cerca de 20 pessoas e não sei se foi pelo cansaço, porque os trabalhos do congresso tinham começado bem cedo”.
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