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Correio da Manhã

Política

Caso Feliciano põe em causa escolhas de Rio

Setores do PSD questionam continuidade do secretário-geral no cargo.
José Castro Moura 14 de Março de 2018 às 01:30
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Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte
Feliciano Barreiras Duarte
Feliciano Barreiras Duarte
Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte no congresso do PSD
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Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte
Feliciano Barreiras Duarte
Feliciano Barreiras Duarte
Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte no congresso do PSD
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Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte
Feliciano Barreiras Duarte
Feliciano Barreiras Duarte
Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte no congresso do PSD
A investigação ao currículo do novo secretário-geral do PSD, Feliciano Barreiras Duarte, anunciado pela Procuradoria-Geral da República, é mais um episódio para alimentar a contestação interna à liderança de Rui Rio.

Fontes do partido contactadas pelo CM consideram que o caso põe em causa o critério das escolhas do novo líder que fez da ética uma bandeira da sua campanha. É o terceiro membro da comissão política nacional sob investigação depois de os vice-presidentes Elina Fraga, por causa da sua gestão à frente da Ordem dos Advogados, e Salvador Malheiro, alvo de uma denúncia anónima enquanto presidente da autarquia de Ovar. "Rui Rio quis dar um banho de ética mas ainda vai acabar por se afogar", disse uma das fontes, que preferiu não se identificar.

Na terça-feira à noite, Feliciano Barreiras Duarte emitiu um comunicado no qual reafirma que foi "convidado para ‘visiting scholar’ (estatuto que não confere qualquer grau académico) e não me fiz convidado; não tirei qualquer proveito da Universidade de Berkeley – nem financeiro, nem académico, nem profissional, nem político". O comunicado diz ainda que se trata "de uma campanha cujo objetivo principal é a de atacar a direção do PSD e em particular o seu líder, Rui Rio".

PERFIL
Feliciano Barreiras Duarte nasceu a 19 de abril de 1966 (51 anos) e, para além de secretário de Estado entre 2011 e 2013, foi várias vezes deputado eleito por Leiria. Foi chefe de gabinete de Passos Coelho e presidente da Assembleia Municipal de Óbidos e do Bombarral. Convidado por Rui Rio para ser secretário-geral do PSD no 37º congresso do partido, realizado em janeiro, o seu currículo está agora a ser investigado pelo Ministério Público por causa de uma  referência ao estatuto de professor convidado da universidade norte-americana de Berkeley, na Califórnia, onde nunca terá estado.    
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