Caso Feliciano põe em causa escolhas de Rio

Setores do PSD questionam continuidade do secretário-geral no cargo.
Por José Castro Moura|14.03.18
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A investigação ao currículo do novo secretário-geral do PSD, Feliciano Barreiras Duarte, anunciado pela Procuradoria-Geral da República, é mais um episódio para alimentar a contestação interna à liderança de Rui Rio.

Fontes do partido contactadas pelo CM consideram que o caso põe em causa o critério das escolhas do novo líder que fez da ética uma bandeira da sua campanha. É o terceiro membro da comissão política nacional sob investigação depois de os vice-presidentes Elina Fraga, por causa da sua gestão à frente da Ordem dos Advogados, e Salvador Malheiro, alvo de uma denúncia anónima enquanto presidente da autarquia de Ovar. "Rui Rio quis dar um banho de ética mas ainda vai acabar por se afogar", disse uma das fontes, que preferiu não se identificar.

Na terça-feira à noite, Feliciano Barreiras Duarte emitiu um comunicado no qual reafirma que foi "convidado para ‘visiting scholar’ (estatuto que não confere qualquer grau académico) e não me fiz convidado; não tirei qualquer proveito da Universidade de Berkeley – nem financeiro, nem académico, nem profissional, nem político". O comunicado diz ainda que se trata "de uma campanha cujo objetivo principal é a de atacar a direção do PSD e em particular o seu líder, Rui Rio".

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