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Correio da Manhã

Política
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Catarina Martins apela à aprovação das alterações da lei da nacionalidade

Alterações em causa estão num dos cinco primeiros projetos apresentados pelo BE nesta legislatura.
Lusa 9 de Dezembro de 2019 às 14:13
Catarina Martins
Catarina Martins
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A coordenadora do BE, Catarina Martins, apelou esta segunda-feira à aprovação, na generalidade, das alterações à lei da nacionalidade para que se acabe com "o absurdo" de dizer que "pessoas que nasceram e vivem em Portugal são estrangeiras".

Catarina Martins visitou esta manhã a Escola Básica do Castelo, em Lisboa, onde há alunos de 17 nacionalidades, mas que "boa parte deles não conhecem outro país que não Portugal", aproveitando este exemplo para antecipar a discussão, na quarta-feira, das alterações à lei da nacionalidade, tendo o BE o "objetivo de acabar com este absurdo e de se reconhecer que quem nasce em Portugal pode ser português".

"O apelo que nós fazemos é que, havendo esse reconhecimento tão largo de que há um problema com a lei portuguesa, então altere-se a lei e deixe-se que quem cá nasça possa ser português", pediu.

Confrontada com as notícias que têm antecipado que estas alterações vão ser chumbadas, a líder do BE afirmou que "há no PS tanta gente que tem vindo a dizer, até publicamente, que a lei como está não tem sentido".

"O próprio primeiro-ministro, num debate quinzenal, respondeu-me dizendo que achava que as coisas deviam ser alteradas", lembrou.

Catarina Martins considera por isso que ainda há tempo para que "os outros partidos reflitam sobre as soluções".

"Se acham que a nossa solução não é perfeita, bem aprova-se a lei na generalidade, vamos debatê-la na especialidade", sugeriu, garantindo que, da parte dos bloquistas, "há toda a abertura para fazer correções que considerem necessárias".

O BE, segundo a sua coordenadora, não considera que as respostas que apresenta "são as únicas possíveis", mas avisa que "deixar tudo como está é não responder e criar problemas".

"Se escolheremos o lado dos direitos humanos, o lado da integração, o lado do respeito por estas crianças, percebemos que é preciso mudar a lei", advertiu.

As alterações à lei da nacionalidade estão num dos cinco primeiros projetos apresentados pelo BE nesta legislatura.

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