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Correio da Manhã

Política
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Catarina Martins admite pressão em governo de esquerda

Bloquista diz que acordo assenta na recuperação de salários.
8 de Novembro de 2015 às 17:31
A porta-voz do Bloco de Esquerda Catarina Martins
A porta-voz do Bloco de Esquerda Catarina Martins FOTO: Hugo Delgado/Lusa
A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, reconheceu este domingo no Funchal que a atuação de um governo de esquerda em Portugal vai ser "difícil" e vai estar sujeita a "gigantescas pressões".

"Vamos ter, certamente, gigantescas pressões da Europa da austeridade; vamos ter, certamente, gigantescas pressões dos grandes grupos financeiros internacionais, que têm lucrado tanto com a venda do nosso país ao desbarato; vamos ter gigantescas pressões do sistema financeiro e dos grandes grupos económicos que têm gostado tanto da destruição das condições do trabalho e da vida em Portugal", disse Catarina Martins, no decurso de uma sessão pública de esclarecimento sobre o apoio do BE à formação de um governo liderado pelo Partido Socialista.

A porta-voz do Bloco de Esquerda realçou que o partido ficou disponível para negociar uma alternativa de governo com o PS a partir do momento em que este abandonou três ideias que "caracterizam o que é a austeridade", nomeadamente "acabar com o regime conciliatório; acabar com a descapitalização da segurança social, através da redução da TSU; e descongelar as pensões".

Catarina Martins disse que isto não é tudo o que o BE acha necessário ao país, mas vincou que é uma "alternativa concreta" à direita, realçando que o acordo com Partido Socialista assenta na recuperação dos rendimentos do trabalho ao longo de toda a legislatura, através da recuperação de salários e pensões.
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