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Correio da Manhã

Política
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Cavaco elogia reformas

O Presidente da República elogiou ontem, no Chile, as “formas profundas” na administração pública, justiça e segurança social que o Governo está a executar em Portugal.
9 de Novembro de 2007 às 00:00
Cavaco Silva acompanhado pelo Presidente da SOFOFA, Bruno Philippi
Cavaco Silva acompanhado pelo Presidente da SOFOFA, Bruno Philippi FOTO: Iácio Rsa/Lusa
“Fortes investimentos” na educação e formação profissional e mudança de paradigma do País dos têxteis e do calçado para um mais moderno com os automóveis da AutoEuropa e fabrico de equipamentos modernos e com alta tecnologia foram os três pilares de um Portugal empenhado nos desafios da globalização que Cavaco Silva expôs a centena e meia de empresários chilenos e portugueses na sede da Sociedade de Fomento Fabril (SOFOFA).
No segundo dia de estada na capital chilena, da abertura da 17.ª Cimeira Ibero-americana, o Presidente fez mais um ‘forcing’ pela expansão da economia portuguesa e apontou o principal problema: “É urgente passar da retórica à cooperação entre empresas dos dois países e ao aproveitamento das enormes oportunidades de crescimento nos negócios entre os dois países”.
A realidade é que 2006 foi o melhor ano de sempre nas relações económicas entre o Chile e Portugal com um volume de negócios da ordem dos 70 milhões de euros, com a cortiça ainda à frente em termos quantitativos mas já um comércio interessante em termos de equipamentos de caldeiras e transformadores eléctricos. Cavaco Silva foi por seu turno ao ponto de salientar à assistência que Portugal dispõe de um excesso na produção de aparelhos para energia eólica num momento em que eles escasseiam nos mercados mundiais.
Não é seguro porém que haja escoamento garantido, mesmo se o Chile definiu para 2010 um mínimo de 5% de energias limpas na produção de electricidade. A prova é que quando, numa fase de perguntas e respostas, o presidente da EFACEC, Luís Filipe Pereira, interpelou o ministro da Economia do Chile, Alejandro Ferreira, sobre as medidas sobre a energia eólica, ele retorquiu que a principal aposta do actual governo é a multiplicação de barragens hidroeléctricas para que haja garantias de água no sul do país.
"ECONOMIA ABERTA"
O presidente da Cofina, Paulo Fernandes, estabeleceu no Chile contactos para lançar um jornal gratuito: “O melhor no Chile é o carácter aberto e liberal da economia que oferece boas oportunidades. Não encontrei aqui limitações como as do Brasil, onde para criar um jornal se exige uma participação local de pelo menos 70%”, disse.
"PORTUGUESES DÃO APOIO"
Parceiro a 50% da holding Amorim na Indústria Corticera, o chileno Juan Magalhães está há seis anos à frente da empresa: “Trabalhar com portugueses tem sido muito bom. O nosso sócio dá apoio técnico, garante o abastecimento em matéria-prima e mostrou-se aberto para participar noutros projectos no sector vitivinícola."
AS ENERGIAS RENOVÁVEIS
As energias renováveis e equipamentos são as principais áreas de negócio identificadas pelos empresários portugueses. O presidente da EFACEC, Luís Filipe Pereira, identifica três áreas de negócio no Chile: o fornecimento de equipamentos transformadores, aparelhagem de média e alta tensão e as energias renováveis.
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