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Correio da Manhã

Política
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CAVACO FALTA A CONVITE DE SANTANA

Santana Lopes convidou Cavaco Silva, mas o antigo chefe de governo social-democrata declinou o convite para a entrega da medalha da cidade a António Cardoso e Cunha e Mega Ferreira, os dois responsáveis pela Expo 98. O professor justificou a ausência por “estar a dar aulas”, explicou ao CM fonte da autarquia.
18 de Novembro de 2003 às 00:00
António Guterres, ex-primeiro-ministro socialista, também não compareceu à cerimónia realizada ontem na Câmara da capital. Os compromissos internacionais falaram mais alto.
O edil da capital desvalorizou as ausências. Afinal, Cavaco foi tão só "o primeiro-ministro que lançou a obra" e Guterres "o primeiro-ministro que a concluiu". Nada mais. E para sustentar que não haveria lugar a outras leituras políticas, Santana insistiu: "Tinha muito gosto que cá estivessem estado, assim como acredito que os próprios tivessem gostado de cá estar”. Questionado pelo CM sobre a sua relação com Cavaco, respondeu: “Tenho uma boa relação, de respeito”. Assim, o que poderia ser um primeiro encontro entre os três potenciais candidatos às eleições presidenciais acabou por não acontecer.
Na sua intervenção, Santana enalteceu a obra que “mudou a face” daquela zona da cidade e deixou claro que “Lisboa deveria ter sido a primeira a dizer obrigado” a Cardoso e Cunha e Mega Ferreira, presidentes da Comissão da Expo98 e do Conselho de Administração da Parque Expo, respectivamente.
No final, Santana Lopes explicou aos jornalistas que não pretendia lançar nenhuma ‘farpa’ a João Soares – seu antecessor – mesmo que a homenagem só lhes tenha sido prestada cinco anos depois da exposição mundial. O autarca preferiu sublinhar que "a utopia tornou-se realidade ou o que era quase um pesadelo tornou-se um sonho", numa referência ao sucesso da obra.
VIDA POLÍTICA EM LIVRO
Santana Lopes está a preparar um livro que retrata um determinado período da sua vida. A autora da obra, a ex-jornalista e actualmente sua assessora na Câmara de Lisboa, Inês Dentinho, recusou-se a adiantar qual a fase a que se reporta a publicação, mas, ao que o CM conseguiu apurar, será sobre a passagem de Santana Lopes pela Secretaria de Estado da Cultura. Inês Dentinho explicou ao CM que não se trata de uma biografia do actual presidente da CML. “É um case study de uma época da vida dele. Ele está a gravar e eu dou os retoques. É sobre uma fase que, se não fosse contada, muito ficaria por contar. Ele tem uma memória prodigiosa, mas ainda há muitas pessoas a contactar para confirmar datas e outros pormenores”.
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