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Correio da Manhã

Política
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Cavaco pede para não se perder tempo com "querelas inutéis"

O Presidente da República voltou esta sexta-feira a pedir que não se perca tempo com "querelas inúteis", nem se faça nada que possa dividir os portugueses, exortando todos a "trabalhar mais e melhor".
7 de Outubro de 2011 às 19:12
"Passando isso para os tempos que correm, não percamos tempo com querelas inúteis, não se faça nada que possa dividir os portugueses", disse o Presidente
'Passando isso para os tempos que correm, não percamos tempo com querelas inúteis, não se faça nada que possa dividir os portugueses', disse o Presidente FOTO: Manuel de Almeida/Lusa

"Este é um tempo em que todos temos que estar unidos, preparados para trabalhar em conjunto, na certeza que juntos conseguimos muito mais", afirmou o chefe de Estado, durante uma intervenção na câmara municipal do Cartaxo. 

Na sua primeira visita ao Cartaxo enquanto Presidente da República, Cavaco Silva recordou a conversa que o escritor Almeida Garrett conta no livro ‘As Viagens na Minha Terra’ com um dono de um café da terra: "Diz-lhe o dono do café, 'não briguemos, trabalhemos para melhorar a nossa condição de vida'".  

"Uma boa lição para o nosso país nos tempos que correm", sublinhou Cavaco Silva.  

Um conselho que o próprio Presidente da República fez questão de transpor para os dias de hoje: "Passando isso para os tempos que correm, não percamos tempo com querelas inúteis, não se faça nada que possa dividir os portugueses."

Além disso, acrescentou, também hoje é preciso "trabalhar mais, trabalhar melhor, trabalhar com qualidade para aumentar a produtividade".  

"Trabalhemos para melhorar a nossa vida, é isso mesmo. Temos que trabalhar para criar um horizonte de esperança, uma janela de esperança, um futuro mais promissor do que aqueles que se nos apresenta pelo menos no curto prazo", defendeu.  

Ainda a propósito de 'brigas', Cavaco Silva citou igualmente o exemplo de dois ciclistas -  José Maria Nicolau e Alfredo Trindade - que "eram adversários  em cima da bicicleta, competiam, mas fora dela eram amigos, eram homens  de trabalho".  

Numa intervenção em que repetiu os apelos à união, exortando a um "esforço colectivo", o Presidente destacou ainda "a importância substancial" das iniciativas locais, o contributo que podem dar para a recuperação económica do país. 

"É uma ilusão pensar que a recuperação económica de Portugal virá apenas da produção que se realiza nas grandes cidades, que se realiza nas grandes empresas. Pelo contrário, é minha convicção sincera que o suplemento que nos falta para a recuperação económica há-de vir das pequenas e médias empresas e da produção que se realiza nos diversos concelhos do nosso país", referiu. 

Por isso, acrescentou, nos dias de hoje, talvez como nunca aconteceu no passado, é preciso apoiar de forma clara e nítida as iniciativas empresariais privadas, porque é daí que poderá vir o aumento da produção que concorre com os produtos estrangeiros e o aumento das exportações.  

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