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Correio da Manhã

Política
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Cavaco quer saber por onde projeto europeu deve ir

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, considerou imprescindível existir uma visão do projeto europeu e dos caminhos por "onde se deve ir", dado que o projeto só será sustentável se respeitar os valores fundamentais.

12 de Abril de 2013 às 20:02

"É imperativo ter uma visão do projeto europeu e dos caminhos por onde se deve ir. Este só é sustentável se respeitar os valores fundamentais, designadamente a igualdade dos Estados, a preservação das entidades e da diversidade, a democracia e a solidariedade", afirmou o chefe de Estado, no encerramento da conferência internacional "Portugal na Balança da Europa e do Mundo", organizada pela Presidência da República no âmbito dos 'Roteiros para o Futuro'.

Frisando que Portugal e Europa vivem hoje "um tempo particularmente difícil e exigente", insistindo que, apesar do mercado único e o euro serem traves mestras da União Europeia, a agenda europeia deve centrar-se também no crescimento e no emprego" e deve manter-se próxima dos seus cidadãos.

Numa intervenção curta, o Presidente da República recuperou a ideia que já tinha deixado no seu discurso na abertura da conferência, reiterando que não chega falar de esperança "é necessário construí-la e transmiti-la através de uma visão de futuro".

"Ao longo da História, Portugal tem-se reinventado e superado desafios. É nas conjunturas mais exigentes que urge saber reinventar a esperança", disse.


Antes, o Presidente da República tinha apontado um dos desafios que Portugal enfrenta: conseguir concretizar, no contexto atual, a vocação de sempre para estabelecer pontes com as outras civilizações, nomeadamente o chamado Grande Médio Oriente.


"Há um capital de conhecimento e de respeito mútuo que merece ser aproveitado e fortalecido", sustentou.


No mediterrâneo, mais concretamente nas margem do Próximo Oriente e do Norte de África, pode também dar um contributo significativo para sensibilizar e mobilizar os parceiros europeus para o reforço da cooperação, com vista a favorecer as forças democráticas e defensoras dos direitos humanos nesses países.

Por outro lado, continuou Cavaco Silva, existe ainda a Bacia do Atlântico, que concentra o maior poder económico e, ao mesmo tempo, um enorme potencial de desenvolvimento.

"É igualmente na Bacia do Atlântico que se concentra o nosso maior potencial competitivo: pela situação geográfica, concentração de países lusófonos, maior presença das comunidades portuguesas e algumas das nossas principais parcerias", referiu, sustentando que é no mar que Portugal pode reencontrar uma das mais promissoras fontes de desenvolvimento estratégico.

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