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Correio da Manhã

Política
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Cavaco Silva adverte que ninguém está acima da lei

Nas comemorações do 5 de Outubro, o Presidente da República frisa que todos os cidadãos devem ser tratados por igual.
5 de Outubro de 2013 às 12:09
O Presidente da República de Portugal, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Antonio Costa (C), e por Simoneta Afonso, durante o hastear da bandeira na Praça do Município, em Lisboa
O Presidente da República de Portugal, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Antonio Costa (C), e por Simoneta Afonso, durante o hastear da bandeira na Praça do Município, em Lisboa FOTO: LUSA / Pedro Nunes

O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu este sábado que é imperioso manter a coesão da República e a confiança dos portugueses nas instituições, advertindo que ninguém está acima da lei nem possui o monopólio da ética.

No seu discurso na sessão comemorativa do 5 de Outubro, o Presidente da República sublinhou que todos os cidadãos devem ser tratados "no respeito pelos princípios da igualdade e da dignidade humana inscritos na Lei Fundamental".

Por outro lado, disse, "ninguém está acima da lei e dos imperativos patrióticos de cidadania". "Daí a necessidade de não baixarmos os braços na defesa da ética republicana e dos valores da integridade, prevenindo e combatendo a corrupção ou situações menos transparentes de relacionamento entre o poder público e os interesses privados", apelou.

"COESÃO DA NOSSA REPÚBLICA"

Segundo o presidente da república, "ninguém pode eximir-se do dever de contribuir para o bem comum", sobretudo nos momentos em que todos, sem exceção, são chamados "a fazer pesados sacrifícios, em nome de um futuro melhor para Portugal e para as gerações vindouras".

"É imperioso mantermos a coesão da nossa república, bem como a confiança dos portugueses nas suas instituições", defendeu, na cerimónia, que decorre este ano no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa.

Do mesmo modo, advertiu, "ninguém possui o monopólio da ética, ninguém pode arvorar-se em proprietário da moral pública".

"Nas conjunturas de crise, há sempre quem pretenda cultivar e tirar proveito de sentimentos adversos às instituições, contribuindo de forma irresponsável para aprofundar o distanciamento e o desinteresse dos cidadãos pela vida coletiva de uma República a que todos pertencemos", sustentou.

Considerando que é essencial "criar as bases de uma cidadania mais esclarecida e mais informada", Cavaco Silva defendeu que "não só os governantes têm um especial dever de informação junto dos cidadãos, como a sociedade civil e a comunicação social devem ter consciência das suas responsabilidades".

CONTRA FACILITISMO NO ENSINO

O Presidente da República exortou à revitalização da mensagem do 25 de Abril de 1974, defendendo um "dever de memória" face às anteriores gerações e manifestou-se contra o facilitismo na avaliação de alunos e docentes.

"A exigência e o rigor no ensino são, na sua essência, valores profundamente republicanos. O facilitismo na avaliação de alunos e docentes favorece o privilégio e acaba, de facto, por promover a desigualdade", advertiu Aníbal Cavaco Silva.

O Presidente da República, que discursava no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, na sessão comemorativa do 5 de Outubro, defendeu que é "num contexto de exigência que se distingue o mérito e o talento".

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