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Correio da Manhã

Política
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Cavaco Silva: "Não podemos falhar"

Na tomada de posse do XIX Governo Constitucional, o Presidente da República fez um retrato curto do que foi o passado, traçou um diagnóstico de "emergência" do país e defendeu que a "justiça na repartição de sacrifícios" terá de ser uma marca da governação do novo executivo.
21 de Junho de 2011 às 12:07
Cavaco Silva, XIX Governo, combate à corrupção, cooperação activa, apoio maioritário, desafios sociais
Cavaco Silva, XIX Governo, combate à corrupção, cooperação activa, apoio maioritário, desafios sociais FOTO: Agências

"Não podemos falhar" - repetiu Aníbal Cavaco Silva durante o discurso no Palácio da Ajuda, alertando que o país não está em condições de viver "crises políticas sucessivas" e sublinhando  que competirá ao novo executivo assegurar que a coligação governativa tenha  "solidez, consistência e durabilidade".   

O Presidente da República prometeu hoje ao  novo Governo a sua "cooperação activa", mas alertou que apesar da maioria  que o sustenta, a "gravidade da situação" e a "dimensão dos sacrifícios"  impõe a procura de consensos partidários.        

Ou seja, que o facto do novo executivo dispor de  maioria parlamentar não deve afastá-lo da busca de "compromissos alargados  a outras forças políticas", numa altura em que vão ser pedidos "possivelmente  os maiores sacrifícios desde que foi instaurada a democracia".              

"A actual crise não reclama apenas sentido de responsabilidade da classe  política. Também a responsabilidade de empregadores e trabalhadores irá  ser posta à prova perante os Portugueses, na certeza de que a situação actual  não se compadece com divisões e conflitos", alertou.

Governo tem de ser exemplo

"Numa altura de grande exigência, é menor a tolerância dos cidadãos  para com desigualdades e privilégios sem sentido", defendeu.         Por isso, além da "justiça na repartição de sacrifícios" exige-se do  novo executivo "uma atitude firme no combate à corrupção e às situações  de promiscuidade entre interesses privados e o interesse público", pois  à legitimidade para reclamar sacrifícios tem de corresponder uma "cultura  do exemplo, assente em valores éticos e princípios de serviço público".  

Estado  mais próximo de quem precisa

"A sociedade civil, as empresas, os cidadãos em geral têm de se libertar  de uma histórica dependência face ao Estado e este, por seu turno, tem de  abandonar a tentação de dominar actividades privadas ou de sobre elas exercer  uma tutela paternalista ao serviço de interesses particulares", preconizou  o chefe de Estado, recuperando ideias que tem vindo a defender ao longo  do seu mandato.    

 

Pois, reforçou o Presidente da República, "o Estado tem de estar mais  próximo daqueles que verdadeiramente precisam, não daqueles que dispõem  de canais privilegiados de acesso aos decisores políticos".    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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