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Correio da Manhã

Política
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Cavaco Silva: Temos de enfrentar gravidade de forma unida

O candidato presidencial Cavaco Silva recusou fazer algum comentário sobre uma eventual penalização nas eleições devido aos cortes nos salários dos funcionários públicos, atalhando que agora é tempo de “olhar para o futuro”.
17 de Janeiro de 2011 às 13:50
Cavaco Silva pediu para se olhar para o futuro
Cavaco Silva pediu para se olhar para o futuro FOTO: Lusa/Tiago Petinga

“Eu acho que não devo neste momento comentar decisões que o Parlamento e o Governo já tomaram em devido tempo”, pedido, antes para se “olhar para o futuro”, respondeu Cavaco Silva, quando questionado sobre uma eventual penalização nas eleições de domingo por parte dos funcionários públicos, que no dia anterior irão receber os salários de Janeiro, sentindo pela primeira vez os cortes.

"Nós temos que enfrentar a gravidade do nosso país de uma forma unida e eu apelo à união dos portugueses, porque quando temos tanto desemprego, pessoas em situação de pobreza, funcionários públicos que sofrem reduções do seu rendimento de forma acentuada, eu acho que nós precisamos de uma nação claramente unida para conseguirmos enfrentar as dificuldades", acrescentou Cavaco Silva.

O candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e MEP reiterou ainda a ideia que se deve "compreender e respeitar os funcionários públicos” e renovou os apelos contra a abstenção, porque o dia 23 "tem a maior importância para os próximos tempos".

Cavaco Silva já tinha abordado a questão dos cortes salariais dos funcionários públicos durante a campanha eleitoral, considerando que foram "duramente atingidos" pela crise, em alguns casos com alguma injustiça, porque "largos milhares de portugueses" do sector privado ficaram de fora dessa tributação.

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