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Correio da Manhã

Política
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Cavaco empata solução

Audições prosseguem até esta sexta-feira.
Cristina Rita, T.C. e B.C.F. 19 de Novembro de 2015 às 03:00

O Presidente da República recebe esta quinta-feira o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e sete economistas, seis deles antigos ministros, depois de ter ouvido sete banqueiros sobre um futuro governo.

Esta sexta-feira começa a ouvir os partidos, e não é líquido que o processo acabe por aqui. O objetivo é não queimar etapas para tomar a decisão de indigitar ou não como primeiro-ministro o secretário-geral do PS, António Costa.


Ao que apurou o CM, o Chefe de Estado não tomou ainda uma decisão, e as declarações proferidas na Madeira, segunda e terça-feira, tiveram por objetivo lembrar que não é pressionável.

Sem data marcada para anunciar ao País uma decisão, Cavaco tem ouvido críticas da esquerda, para acelerar o processo, mas não deu qualquer sinal de querer fechar o assunto de forma rápida. Esta quinta-feira, recebe Passos Coelho como primeiro-ministro em gestão pela segunda vez desde que o Executivo foi derrubado.


Apesar de até na coligação PSD/CDS se apontar a indigitação de António Costa como o cenário mais provável, Cavaco não descarta a hipótese de um governo de gestão.

Talvez por isso o líder do PS, António Costa, tenha pedido esta quarta-feira aos deputados "prudência" para se evitar crispação política, numa reunião à porta fechada. Ao que o CM apurou, o líder socialista lembrou que a tradição do partido é a de não alimentar a crispação política e social, numa altura em que a CGTP promete manifestar-se pela indigitação do governo de esquerda.


Esta quarta-feira, no balanço das audições com os banqueiros, só Fernando Ulrich, presidente do BPI, foi claro a defender António Costa.
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