Partido está "preocupado" com a solução que a ministra da Saúde, Marta Temido, encontrou.
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O CDS-PP considerou este sábado que a "transferência" da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta para dois centros de saúde de Almada e Seixal vai sobrecarregar o trabalho dos médicos daquelas unidades, correndo o risco de colapsar.
Em comunicado, o CDS-PP Almada refere que o partido está "preocupado" com a solução que a ministra da Saúde, Marta Temido, encontrou para resolver no imediato o fecho permanente e aos fins de semana da urgência pediátrica do Garcia de Orta, em Almada, distrito de Setúbal.
O CDS-PP considera que a solução vai sobrecarregar os serviços e os médicos que trabalham naquelas unidades de saúde, defendendo que a solução está na cooperação com o setor privado e social.
Na semana passada, a ministra da Saúde anunciou que a urgência pediátrica do Garcia de Orta iria passar a encerrar todas as noites, entre as 20h00 e as 08h00, apontando como alternativa dois centros de saúde que alargaram o seu horário.
A unidade de saúde da Amora, no Seixal, e a Rainha Dona Leonor, em Almada, passaram a funcionar das 08h00 às 00h00, nos dias de semana, e das 10h00 às 22h00, ao fim de semana.
Na sexta-feira, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul avisou que os médicos de família dos centros de saúde de Almada e Seixal estão a ser obrigados a fazer horas extraordinárias devido ao alargamento de horário face ao encerramento da urgência pediátrica Garcia de Orta no período noturno.
Em resposta ao sindicato, a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo indicou que se trata de uma "solução de contingência", em que a afetação de profissionais de saúde e o horário do atendimento complementar dos centros de saúde "são idênticos ao habitualmente adotado no plano de contingência para as temperaturas extremas/gripe".
Hoje, o CDS-PP corroborou com a posição do sindicato e sublinhou que a solução vai agudizar ainda mais o problema dos médicos que trabalham naqueles centros de saúde, que já estão com sobrecarga de trabalho.
"Com esta medida de recurso e de última hora, o mais certo é o sistema de atendimento e a qualidade do mesmo naquela unidade de saúde venha mais tarde ou mais cedo a colapsar devido inevitáveis problemas decorrentes da respetiva medida por parte do Governo", é referido na nota.
De acordo declarações da presidente da concelhia do CDS-PP, Sara Machado Gomes, citada no comunicado, "o problema é sério, não pode ser levado de forma alarmista, mas também não pode ser levado de ânimo leve, pois o caso é de extrema urgência".
"O CDS-PP teme, corroborando com a posição do sindicato dos médicos, que o serviço de assistência a consultas de médico de família pode estar em causa, colocando em risco o normal acesso aos cuidados de saúde primários, devido à necessidade de reorganização e adaptação à nova realidade imposta pela ministra da Saúde", salienta o partido na nota.
A presidente da concelhia do CDS-PP Almada considera que "o Estado deve avocar para si toda a responsabilidade na resolução imediata dos problemas referentes à Saúde, devendo, como proposta do CDS-PP, recorrer à cooperação com o setor privado e social, capaz de dar respostas adequadas nas questões e nos problemas de saúde".
O CDS-PP alertam ainda para a alegada falta de condições na unidade de saúde Rainha Dona Leonor, em Almada, que lhes foi transmitida por utentes, que dão conta de avarias nos elevadores que afeta os mais idosos com problemas de locomoção, grávidas, acompanhantes de crianças de colo e outros pacientes.
DD (ARP) // ZO
Lusa/Fim
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