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Correio da Manhã

Política
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CDS MOSTRA AS FACTURAS

O secretário-geral do CDS-PP, Pedro Mota Soares, apresentou ontem ”provas” que considera irrefutáveis em como foi o partido a pagar a estadia de Paulo Portas, durante o congresso de Março de 1998 em que foi eleito líder do partido e não a Cooperativa Dinensino (proprietária da Moderna).
26 de Abril de 2003 às 00:03
Em conferência de Imprensa, o dirigente do CDS-PP exibiu as facturas das despesas do partido com a realização do congresso e às quais o Correio da Manhã teve acesso. Entre esses documentos está a factura 1070 da agência de viagens Quadrante, com descrição detalhada e os respectivos cheques de pagamento, e a factura 40450 do Hotel do Parque, no Monte do Bom Jesus em Braga (ver fac-similes).
Curiosamente, esta última factura veio ontem publicada na primeira página do ‘Expresso’ com o pagamento atribuído à Dinensino, comprometendo, portanto, Paulo Portas e dando razão a Braga Gonçalves, responsável da Moderna que está detido preventivamente em Monsanto.
Por essa razão, O CDS-PP acusa o jornal de estar “a alimentar uma campanha doentia, manipuladora e falsa contra o CDS e contra o seu líder (...), chegando ao ponto de credibilizar quem está acusado na sala de audiências para julgar na praça pública quem é mera testemunha”.
Recorde-se que na passada quarta-feira, Mota Soares garantiu que o partido possuía a factura do hotel onde Portas e outros dirigentes nacionais ficaram, em Braga, no congresso, pelo que era falsa a afirmação de Braga Gonçalves proferida em tribunal, segundo a qual foi a Amostra (empresa de sondagens da Moderna) a pagar as despesas. Contudo, Mota Soares não divulgou logo as facturas por não querer “fazer julgamentos na praça pública”. Todavia, e perante a revelação das “mesmas” facturas no ‘Expresso’ “pagas pela Dinensino”, o dirigente do CDS-PP foi obrigado a divulgá-las ontem.
Assim, Mota Soares garante que Portas “não ficou no hotel que que o ‘Expresso’ cita e quem pagou o hotel não foi quem eles dizem e “a prova” é a factura 1070 da agência de viagens, com descrição detalhada, cópia do registo da estadia de Paulo Portas e outros dirigentes. O ‘Expresso’ também publica a factura que atribuiu a uma empresa de que Portas era gerente com – diz o CDS – “o curioso cuidado de não referir a modéstia do valor – 27 contos e cem – nem referir que a factura está em nome do dr. Paulo Portas e não da empresa”. A prova é a factura 4050, “paga integralmente pelo CDS”.
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