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Correio da Manhã

Política
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CDS não se opõe à indigitação de António Costa como primeiro-ministro

Partido considera natural PS formar Governo e promete ser "oposição construtiva".
Lusa 8 de Outubro de 2019 às 17:28
Noite de eleições ficou marcada pela saída de Cristas da liderança do CDS
Assunção Cristas
Assunção Cristas
Noite de eleições ficou marcada pela saída de Cristas da liderança do CDS
Assunção Cristas
Assunção Cristas
Noite de eleições ficou marcada pela saída de Cristas da liderança do CDS
Assunção Cristas
Assunção Cristas
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, considerou hoje que é natural o PS formar Governo e prometeu que o seu partido será "uma oposição construtiva", sem esclarecer se irá assumir o mandato de deputada.

Assunção Cristas falava no Palácio de Belém, em Lisboa, após uma delegação do CDS-PP ter sido recebida pelo Presidente da República, no quadro das audições aos partidos com assento parlamentar sobre a formação do novo Governo.

"Exprimimos ao senhor Presidente da República aquilo que tem sido sempre a posição do CDS e o compromisso com quem confiou o voto no CDS, que é sermos uma oposição a um Governo socialista que naturalmente sairá destas eleições, em consonância com o resultado eleitoral", declarou aos jornalistas.

Questionada se o CDS-PP se opõe a que o secretário-geral do PS, António Costa, seja indigitado primeiro-ministro, Assunção Cristas respondeu: "Com certeza que não, é líder do partido mais votado. Tive a oportunidade de o felicitar pelo resultado das eleições".

"Faremos aquilo que temos feito, uma oposição sempre construtiva, sempre representando aqueles que confiaram em nós", prometeu.

Em seguida, interrogada se irá assumir o seu lugar de deputada, a líder cessante do CDS-PP escusou-se a responder a mais perguntas e dirigiu-se para a saída do Palácio de Belém, sem esclarecer se o seu futuro passará pelo parlamento.

A delegação do CDS-PP incluía, além de Assunção Cristas, os dirigentes democratas-cristãos Cecília Meireles, Nuno Melo, Nuno Magalhães e Telmo Correia, e esteve reunida com o chefe de Estado durante cerca de uma hora.

O Presidente da República está hoje a ouvir os dez partidos que elegeram deputados nas eleições legislativas, com vista à indigitação do primeiro-ministro. O Livre foi a primeira força política a ser recebida e o PS será a última, por ordem crescente de votação.

Nas legislativas de domingo, o CDS-PP teve 216.448 votos em território nacional, 4,25% do total, elegendo cinco deputados, quando falta ainda contabilizar a votação nos círculos da emigração.

O CDS-PP elegeu duas deputadas pelo círculo de Lisboa, Assunção Cristas e Ana Rita Bessa, uma deputada pelo círculo do Porto, Cecília Meireles, um deputado pelo círculo de Braga, Telmo Correia, e outro por Aveiro, João Almeida.

Logo no início da noite eleitoral, perto das 21:00, Assunção Cristas assumiu "com humildade democrática" o resultado - ao nível dos piores do partido, registados em 1987 e 1991 - e anunciou que irá deixar a liderança do CDS-PP, declarando que não se recandidatará no próximo congresso extraordinário, que pediu para ser convocado em breve.
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