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Correio da Manhã

Política
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CDS-PP critica "inação" de Medina e Governo face à violência na noite de Lisboa

Vereador do partido na Câmara de Lisboa alertou que a integridade física daqueles que saem à noite pode estar "realmente em causa".
Lusa 8 de Abril de 2018 às 17:41
João Gonçalves Pereira
O vereador municipal, acompanhado por Nuno Vieira Brito, secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar
João Gonçalves Pereira
O vereador municipal, acompanhado por Nuno Vieira Brito, secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar
João Gonçalves Pereira
O vereador municipal, acompanhado por Nuno Vieira Brito, secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar
O vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa João Gonçalves Pereira criticou este domingo a "inação" do presidente da autarquia, Fernando Medina, e do ministro da Administração Interna em relação à segurança na noite da capital.

Em declarações à agência Lusa, o vereador reagiu aos confrontos entre dois grupos, que envolveram 14 jovens entre os 18 e os 20 anos, e que provocaram ao início da manhã de sábado seis feridos na zona das docas, em Lisboa.

"Estamos apreensivos com a inação do presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do ministro da Administração Interna. Temos assistido a sucessivos episódios [de violência na noite], o mais mediático e o que mais controvérsia gerou, o do Urban Beach", acusou o número dois de Assunção Cristas na autarquia.

De acordo com João Gonçalves Pereira, os casos que têm vindo a ser relatados "não têm uma gravidade muito grande".

Alertou, contudo, que a integridade física daqueles que saem à noite pode estar "realmente em causa", além de todos os efeitos negativos que casos como este "provocam em termos da imagem da cidade do país".

"Estamos a entrar no período do pico do turismo, na primavera- verão há muito mais gente nas ruas. Parece que [os dois responsáveis] não tiraram grandes lições daquilo que sucedeu no Urban Beach", frisou.

Segundo o vereador, o partido tem recebido várias queixas por parte de moradores que dão conta de casos de violência na noite de Lisboa, alguma que acontece no interior dos espaços de diversão noturna, mas a maior parte, conforme salienta, "no exterior o que já se trata de [desordem] da ordem pública".

"Para nós, parece evidente que a polícia sabe atuar neste tipo de situações, mas o que pode haver é carência de meios", sublinhou.

João Gonçalves Pereira lembrou ainda que os vereadores remeteram há mais de dois meses um pedido de respostas sobre vários assuntos relacionados com a discoteca Urban Beach, além de outros, questionando o presidente do executivo quais as medidas acordadas com o ministério da Administração Interna e que, até ao momento, ainda não obtiveram resposta.

Confrontos entre dois grupos, que envolveram 14 jovens dos 18 aos 20 anos, provocaram na madrugada de sábado seis feridos na zona das docas, em Lisboa, informou fonte da PSP, precisando que os ferimentos decorreram de cortes com facas.

Ao todo, registaram-se seis feridos, dos quais quatro foram transportados por ambulância para os hospitais de São José e São Francisco Xavier e dois que procuraram assistência "pelos seus meios", acrescentou a mesma fonte, avançando que recebeu o alerta para os incidentes às 06:30.

A discoteca Urban Beach reabriu a 26 de janeiro, depois de ter sido encerrada no início de novembro pelo Ministério da Administração Interna após a divulgação das imagens de violência de seguranças privados contra clientes na noite de Halloween.

O espaço de diversão noturno foi obrigado a reforçar o sistema de videovigilância e de deteção de incêndios por parte do Governo para poder abrir novamente.
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