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Correio da Manhã

Política
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CDS-PP: “O esforço é maior para quem mais tem”

O deputado do CDS-PP João Almeida salientou esta segunda-feira a importância de serem alcançados consensos em torno da proposta de Orçamento do Estado (OE), que considera pedir um esforço maior a "quem mais tem".
17 de Outubro de 2011 às 21:17
João Almeida, deputado do CDS-PP
João Almeida, deputado do CDS-PP FOTO: Mariline Alves

"O esforço é maior para quem mais tem, o esforço não pode ser pedido a quem não tem meios para fazer esse esforço. Apesar de tudo, continua a ser um esforço muito significativo para a classe média", afirmou João Almeida. 

De acordo com o CDS, "há preocupação de excluir desse esforço os que maiores dificuldades têm, com medidas de ética social na austeridade e há um esforço muito mais significativo pedido aqueles que estão no topo de todos os impostos".  

"Há sobretaxas agravadas para as empresas que têm maiores lucros, para os dois escalões mais altos do IRS, as deduções acabam para os dois escalões mais altos do IRS", sustentou.  

Questionado sobre o conteúdo da proposta de OE e as explicações do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, sobre a estratégia de crescimento, João Almeida respondeu que sem a consolidação orçamental que resgate a "credibilidade" nacional, "não há crescimento", e salientou a importância para o "sector exportador e transformador" do acréscimo de meia hora de trabalho.  

"Este não é o orçamento dos aeroportos onde não há aviões, das auto-estradas onde não passam carros ou dos postos de carregamento para carros eléctricos que não existem. Essas ficções, que foram as ficções que nos venderam um crescimento económico que acabou por existir, felizmente terminaram", defendeu.

João Almeida defendeu a importância de ser "alargada a discussão e que se busquem os consensos também eles possíveis, para que haja um compromisso sério da sociedade portuguesa" em torno do Orçamento. "Só com esse esforço muito significativo em 2012 será possível Portugal abrir um caminho de crescimento", disse.  

Para o deputado democrata-cristão, este "não é um momento para eleitoralismos, de grandes discussões partidárias, é um momento de buscas de consensos, num interesse que é o interesse de todos, de conseguir com que Portugal ultrapasse esta situação". "A responsabilidade dos políticos tem que estar à altura do esforço dos cidadãos", sublinhou.   

Tem que ser possível explicar qual é a situação e porque é que é pedido um esforço adicional. Sem essa explicação, os portugueses não compreendem porque é que se lhes está a ser pedido este esforço. Foi importante essa explicação por parte do ministro das Finanças, mas é importante que essa explicação se mantenha durante todo o debate do orçamento", acrescentou. 

João Almeida registou ainda que "possível considerar algumas medidas de ética social na austeridade", referindo medidas como o aumento das pensões mínimas, sociais e rurais, a majoração do subsídio de desemprego para os casais com filhos em que ambos os membros do casal estejam desempregados e as deduções tendo em conta o agregado familiar em sede de IRS. 

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