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Correio da Manhã

Política

CDS-PP reitera "ímpeto reformista" do Governo

Assunção Cristas acusa o FMI de não olhar para a "globalidade" das reformas.
14 de Março de 2015 às 17:10
Assunção Cristas
Assunção Cristas FOTO: André Kosters/Lusa

A vice-presidente do CDS-PP Assunção Cristas reiterou este sábado o "ímpeto reformista" do Governo, acusando o FMI de não olhar para a "globalidade" das reformas necessárias para aumentar a competitividade e focar-se sempre nos mesmos temas.

"Só um olhar menos atento à globalidade das questões que importam ao nosso país e talvez um olhar mais focado em alguns, poucos aspetos, que o FMI considera sempre muito importantes, é que pode levar a essas conclusões", afirmou Assunção Cristas à Lusa, numa referência às questões relacionadas com o custo do trabalho, que o Fundo valoriza, tendo criticado a subida do salário mínimo.

A dirigente e ministra da Agricultura reagia, assim, à informação que o semanário Expresso avança em manchete, segundo a qual a equipa do FMI que está em Portugal considera que o Governo e os parceiros sociais desistiram das reformas.

"Nós continuamos com um forte ímpeto reformista, com processos de privatizações, com a TAP a decorrer, seja noutros domínios, como a aprovação dos estatutos das ordens profissionais, aprovado agora em Conselho de Ministros. Na minha área, aprovámos o pacote da reestruturação fundiária e há duas semanas tinha sido aprovado o regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial", sustentou Assunção Cristas.

Para a dirigente centrista, "tudo isto são questões estruturais que podem introduzir competitividade à economia, que criam melhores condições para as empresas poderem trabalhar, que atacam questões relevantes".

Assunção Cristas falava durante um encontro do gabinete de estudos do CDS-PP que ao longo da tarde de hoje está a promover uma discussão 'online' alargada a independentes, que será usada na elaboração do futuro programa eleitoral.

Com o objetivo de mobilizar a discussão, o gabinete de estudos desagregou em 18 subtemas as suas seis áreas temáticas, que são estáveis e não sujeitas aos ciclos eleitorais: "Constituição", envolvendo o sistema eleitoral e sistema político, "Soberania", "Território", "Políticas Económicas, de Emprego e Orçamentais", "Políticas Sociais", envolvendo as áreas da saúde, educação, segurança social e família, e "Portugal no mundo".

"É muito importante esta desagregação por 18 grupos, porque também nos permite medir a relevância dos temas de acordo com as participações", afirmou a dirigente centrista, que, a partir da sede do partido, em Lisboa, está a coordenar o evento, com outras dezenas de pessoas.

Quando falou à Lusa, cerca das 16:00, os grupos mais ativos eram os que tinham que ver com questões económicas, nomeadamente custos para empresas, desburocratização, bem como os grupos relacionados com o território e a educação.

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