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Correio da Manhã

Política
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Centenas de pessoas manifestam-se em Lisboa pela Grécia

Protesto contra Passos, Cavaco e Merkel.
15 de Fevereiro de 2015 às 21:30
Manifestação de solidariedade pelo povo Grego, numa iniciativa divulgada pelo Congresso Democrático das Alternativas
Manifestação de solidariedade pelo povo Grego, numa iniciativa divulgada pelo Congresso Democrático das Alternativas FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa

Várias centenas de pessoas marcharam este domingo por Lisboa em solidariedade com a Grécia, numa manifestação com palavras de ordem contra o Governo português, o Presidente da República e a chanceler alemã e cachecóis iguais ao do ministro grego Varoufakis.

A manifestação convocada pelas redes sociais juntou mais de 500 pessoas, que partiram do Largo Camões, no Chiado, às 15h45, até ao Largo Jean Monnet, onde fica o edifício da Comissão Europeia em Lisboa. Com várias tarjas, cartazes de apoio ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e bandeiras do Bloco de Esquerda proclamando "Esperança contra a austeridade", os manifestantes caminharam durante cerca de uma hora ao ritmo de tambores, subindo a rua da Misericórdia e de São Pedro de Alcântara até ao bairro do Príncipe Real e depois descendo a rua do Salitre.

Na frente de um dos grupos da manifestação, a deputada bloquista Mariana Mortágua dava o mote, de megafone na mão, ensaiando palavras de ordem gritadas a plenos pulmões contra as recentes posições do executivo português e do Presidente da República, Cavaco Silva. "Culpas os gregos, ó Cavaco, no BPN continua o buraco"; "Sim ao Varoufakis, não à Maria Luís"; "Merkel capataz, deixa a Grécia em paz", afirmava a deputada do BE, já rouca.

Durante a manifestação, havia também várias pessoas com cachecóis bege e com riscas pretas, vermelhas e brancas, iguais ao utilizado pelo ministro das Finanças grego no último Eurogrupo.

A antiga presidente da secção portuguesa da Amnistia Internacional Maria Teresa Nogueira, também presente na iniciativa, criticou, em declarações à Lusa, o caminho seguido pela União Europeia e "a lógica de aprofundamento das desigualdades, a nível nacional e a nível europeu".

"Estou aqui a título pessoal. Temos de reagir, todos nós. Isto é o caminho para o abismo, o facto de os direitos mais fundamentais das pessoas serem postos de lado configura uma situação de conflito que explica as radicalizações [na Europa], é uma situação que tem de ser acabada", disse.

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