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Correio da Manhã

Política
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CGTP acusa Governo de incentivar austeridade alemã para a Grécia

Arménio Carlos lembrou que Portugal "está mais pobre, mais desigual, mais endividado e mais dependente".
23 de Fevereiro de 2015 às 20:47
O secretário-geral da CGTP-IN Arménio Carlos
O secretário-geral da CGTP-IN Arménio Carlos FOTO: André Kosters/Lusa

A CGTP acusou esta segunda-feira o Governo de estar a incentivar o seu homólogo alemão a continuar com as políticas de austeridade e de empobrecimento na Grécia, ao invés de a apoiar para conseguir melhores condições de assistência financeira.

"É inaceitável a posição assumida pelo Governo português, pois é mais importante que os gregos consigam para eles melhores condições para o empréstimo que têm, até porque acabará por ser também positivo para Portugal", disse o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, aos jornalistas.

O sindicalista, que falava em conferência de imprensa após uma reunião da comissão executiva de Intersindical, considerou que o Governo português "está a fazer exatamente o inverso do que devia, que era apoiar a Grécia na renegociação das condições do empréstimo que recebeu da 'troika'" (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

Arménio Carlos lembrou que Portugal "está mais pobre, mais desigual, mais endividado e mais dependente após a aplicação do memorando da 'troika'".

"A política de direita e a ingerência externa continuam e são responsáveis pela situação dramática em que vive grande parte da população", disse.

O líder da Intersindical salientou a existência de mais de um milhão de desempregados, dos quais 67% (660 mil) sem qualquer prestação social.

Reivindicou, por isso, o alargamento da proteção social no desemprego, nomeadamente o prolongamento do prazo de atribuição de subsídio, "enquanto durar a crise" económica.

Arménio Carlos prometeu para breve a apresentação de um conjunto de propostas para promover o desenvolvimento do país e devolver os direitos laborais e sociais aos portugueses.

Estas propostas serão apresentadas a todos os partidos políticos, para que estes tomem posição sobre as matérias apresentadas antes das eleições legislativas e para que assumam compromissos para cumprirem se forem eleitos, disse o sindicalista.

O dirigente sindical lembrou ainda as ações de reivindicação que estão marcadas para breve, nomeadamente a jornada nacional de luta de 07 de março, que inclui manifestações em todos os distritos do país.

CGTP Governo Grécia Arménio Carlos Comissão Europeia Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional
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