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Correio da Manhã

Política

CGTP promete participar no novo ciclo político

Arménio Carlos foi reeleito secretário-geral da Inter.
27 de Fevereiro de 2016 às 19:37
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, discursa durante a sessão de abertura do XIII Congresso Nacional da CGTP-IN
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, discursa durante a sessão de abertura do XIII Congresso Nacional da CGTP-IN FOTO: José Sena Goulão/Lusa
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou este sábado que o país vive um novo ciclo político desafiante no qual a Inter pretende participar, apesar de não ser um partido político, mas tomando o partido dos trabalhadores.

"Vivemos um novo ciclo que implica desafios aos quais nunca fugimos e a que nunca iremos fugir. Tudo faremos para rentabilizar a favor dos trabalhadores. E é porque houve uma inversão nos cortes dos salários, dos direitos, que a direita está preocupada, não só porque se estão a tentar construir soluções alternativas, mas porque quando esteve no poder tapou uma série de coisas que agora estão a saltar e a vir ao de cima", disse Arménio Carlos.

Numa intervenção proferida por ocasião da sessão de encerramento do XIII Congresso da CGTP, que termina em Almada, o sindicalista teceu fortes críticas ao anterior governo PSD/CDS - à semelhança do que fez no discurso de abertura da reunião magna -, pelas políticas de austeridade aplicadas nos últimos quatro anos.

O secretário-geral da CGTP salientou que a Central tem uma agenda política, apesar de não ser um partido político, lembrando o programa de ação para o próximo quadriénio este sábado aprovado pelo Congresso e que agora pretende negociar, quer seja com partidos políticos, com o Governo ou com as confederações patronais.

"Não somos um partido, mas a CGTP toma partido ao lado dos trabalhadores da administração pública, dos desempregados, a CGTP toma o partido daqueles que já estiveram no ativo e hoje estão reformados, e toma partido e sempre tomará partido ao lado dos jovens e das novas gerações, e é com eles que temos de construir as alternativas", afirmou o dirigente sindical, sob fortes aplausos dos delegados presentes no Congresso.

O secretário-geral da Inter, que foi reconduzido no cargo para um segundo mandato, considerou que o momento atual é importante "porque do ponto de vista político, há aqui um salto qualitativo".

Enalteceu, a propósito, "as propostas e promessas" apresentadas pelo PS, Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes, no âmbito do acordo assinado para a formação de um Governo de esquerda.
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